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Novo golpe do WhatsApp que circula na Europa pode chegar ao Brasil veja como se proteger do espelhamento de tela Tecnologia Época NEGÓCIOS

Novo golpe do WhatsApp que circula na Europa pode chegar ao Brasil veja como se proteger do espelhamento de tela Tecnologia Época NEGÓCIOS
Fraude explora a função de compartilhamento de tela em chamadas de vídeo, expondo dados confidenciais como códigos de autenticação, senhas e notificações de aplicativos financeiros

Um novo golpe do WhatsApp que tem circulado em países europeus tem potencial de ser replicado no Brasil. Apelidado de golpe do espelhamento de tela, o ataque faz com que as vítimas compartilhem a tela do celular durante chamadas de vídeo, permitindo que criminosos capturem códigos de verificação, senhas e outras informações sensíveis.

Embora ainda não tenha sido observado no Brasil, o golpe tem potencial para chegar no país, segundo alerta a Kaspersky. Isso porque os criminosos brasileiros costumam adaptar rapidamente fraudes que funcionam em outras regiões e o WhatsApp é muito popular localmente.

“Este modus operandi já vêm sendo registrados em países europeus, como Portugal, e como as técnicas de engenharia social são facilmente replicáveis, é importante que os usuários brasileiros estejam atentos e saibam identificar esse tipo de tentativa de fraude”, explica Fabio Assolini, diretor da Equipe Global de Pesquisa e Análise da Kaspersky para a América Latina, em nota.

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Como funciona o golpe do espelhamento de tela

A fraude geralmente começa com uma ligação de alguém se passando por representante de banco, prestadora de serviços ou até um contato conhecido — um exemplo clássico de engenharia social. Durante a chamada, o criminoso cria senso de urgência e solicita que a vítima compartilhe a tela para “verificar” ou “corrigir” um suposto problema, simulando um suporte técnico.

Ao aceitar, a vítima expõe dados confidenciais exibidos no celular, como códigos de autenticação, senhas e notificações de aplicativos financeiros. Aproveitando a visualização da tela, o criminoso pode tentar ativar o WhatsApp em outro aparelho: ao registrar o número da vítima, o WhatsApp envia um código de verificação (OTP) para o telefone — código que o fraudador consegue ver na notificação e usar para assumir a conta. Com isso, os golpistas passam a enviar mensagens em nome da vítima, pedir dinheiro aos contatos e ampliar o alcance da fraude.

Exemplo com a opção de compartilhamento de tela durante uma chamada de vídeo — Foto: Reprodução

A Kaspersky reforça que os criminosos costumam agir com rapidez: após obter as informações, tentam finalizar transferências, alterar senhas ou bloquear o acesso da vítima às próprias contas antes que o problema seja detectado.

Segundo Assolini, é a primeira vez que ataques de engenharia social abusam do recurso de compartilhamento de tela do WhatsApp. Apesar de ser útil em situações em que as pessoas precisem de algum auxílio técnico, o recurso tem um potencial malicioso caso seja compartilhado com estranhos.

Como se proteger

A Meta anunciou recentemente novas ferramentas para proteger os usuários do WhatsApp e do Messenger contra possíveis golpes. Entre as novidades, o WhatsApp passará a exibir avisos quando alguém tentar compartilhar a tela com um contato desconhecido durante uma chamada de vídeo, ajudando a evitar o vazamento de informações confidenciais, como dados bancários ou códigos de verificação.

Enquanto a nova ferramenta não é liberada, a Kaspersky recomenda:

Ative “Silenciar Chamadas Desconhecidas” no WhatsApp: vá em Configurações > Privacidade > Chamadas e habilite a opção. Chamadas de números desconhecidos serão silenciadas e registradas no histórico, mas não tocarão no telefone.Nunca compartilhe a tela do seu celular com desconhecidos, mesmo durante videochamadas.Desconfie de ligações inesperadas: bancos e empresas legítimas não pedem códigos ou compartilhamento de tela.Não informe códigos de verificação (OTP), PINs ou senhas a terceiros.Evite usar aplicativos financeiros em dispositivos vulneráveis, como smartphones antigos ou sem atualizações de segurança.Habilite autenticação de dois fatores (2FA) em todos os aplicativos financeiros e de mensagens. Siga a Epoca Negócios: Mais recente Próxima Google alcança 'vantagem quântica' ao resolver cálculo impossível para supercomputadoresTodo conteúdo