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O que necropsias revelam sobre o risco de morte cardíaca entre fisiculturistas G1

O que necropsias revelam sobre o risco de morte cardíaca entre fisiculturistas G1
Morte do fisiculturista Mailson Araújo, na Bahia, reacende debate antigo. Necropsias de atletas do esporte, como a do americano Dallas McCarver, mostram um padrão recorrente de corações anormalmente grandes. Médicos explicam por que isso acontece e por que é tão difícil saber quantas mortes no Brasil têm ligação com anabolizantes.

Resumido por Omeloton IA:

Necropsias de fisiculturistas revelam um padrão alarmante: corações anormalmente grandes e espessados, frequentemente associados ao uso prolongado de anabolizantes. O caso do americano Dallas McCarver, cujo coração pesava 833 gramas (mais que o dobro do normal), e as mortes recentes de brasileiros como Mailson Araújo, Gabriel Ganley, Edson Ferreira e Wanderson Moreira reacenderam o debate.

Estudos mostram que fisiculturistas profissionais têm risco cinco vezes maior de morte súbita cardíaca, e usuários de anabolizantes apresentam risco até nove vezes maior de cardiomiopatia. Médicos explicam que o coração aumentado por anabolizantes difere da adaptação fisiológica ao treino — neste caso, o órgão pode dilatar, perder força de contração e evoluir para insuficiência cardíaca irreversível, além de provocar arritmias fatais.

No Brasil, não há dados oficiais sobre mortes ligadas a anabolizantes, pois os exames toxicológicos de rotina têm dificuldade em detectar essas substâncias, fazendo com que o vínculo se perca nos atestados de óbito, que registram apenas a causa imediata, como parada cardíaca.