O Guaíba completa nesta terça-feira (13) duas semanas sob condições de cheia em Porto Alegre. O lago passou da cota de 2 metros na madrugada de 30 de setembro e, desde então, se manteve quase sempre acima desse patamar, refletindo os efeitos das chuvas volumosas registradas no Rio Grande do Sul no fim de setembro e nos primeiros dias de outubro.
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Cheia do Guaíba Foto: LUCIANO LANES/PMPA
Ao longo desse período, o nível chegou perto da cota de alerta de 2,5 metros no dia 2 de outubro, pressionado principalmente pela grande vazão vinda dos rios Taquari, Caí e Jacuí, que também começaram o mês em situação de cheia. A água causou alagamentos nas ilhas e manteve atenção sobre as áreas mais baixas da capital.
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Leitura no Cais Central mostra leve recuoNo início da manhã desta terça-feira, a régua eletrônica instalada no Cais Central da Avenida Mauá marcava 2,06 metros, com tendência de baixa em relação ao dia anterior. Esse equipamento fica no ponto oficial de medição utilizado há 150 anos e é considerado a referência mais tradicional para acompanhar a situação do lago em Porto Alegre.
Segundo o monitoramento, a régua usada no Cais Central pode indicar valores diferentes daqueles mostrados por páginas na internet que utilizam dados do Gasômetro. A estação eletrônica tem ainda a vantagem de ter permanecido ativa durante a enchente de 2024, graças a uma tecnologia mais recente de coleta de dados.
Publicidade Jacuí segue como principal influênciaSegundo a meteorologista Estael Sias, da MetSul, a explicação para o Guaíba continuar alto está na cheia do Jacuí, seu principal contribuinte. Como se trata de um rio extenso, a vazão acumulada demora dias para chegar ao delta, alcançando áreas como Eldorado do Sul e Porto Alegre, mesmo após a redução das chuvas nas cabeceiras.
A chuva do fim da semana passada voltou a provocar elevação no Jacuí, mas sem intensidade suficiente para indicar uma piora expressiva no curto prazo. A tendência, por ora, é de que o Guaíba siga com nível elevado nos próximos dias, embora sem perspectiva de grande cheia.
Sem risco imediato de nova alta forteOs volumes previstos para os próximos dias nas bacias dos rios contribuintes não são altos, o que reduz a chance de uma elevação mais significativa. Ainda assim, o monitoramento permanece importante porque o sistema responde com atraso às chuvas em toda a região hidrográfica.
PublicidadeMesmo com o recuo gradual observado nesta terça-feira, o cenário ainda exige atenção em Porto Alegre e nas ilhas. A permanência do lago acima da cota de cheia mostra que os efeitos das chuvas recentes continuam sendo sentidos na capital gaúcha.
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