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Mendonça rejeita ação que questionava reajuste do Bolsa Família sem analisar legalidade da medida G1

Mendonça rejeita ação que questionava reajuste do Bolsa Família sem analisar legalidade da medida G1
Com o reajuste anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva PT na manhã desta quinta-feira 15 , o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a ser pago no dia 19 de outubro.

Mendonça rejeita ação sobre reajuste do Bolsa Família

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rejeitou uma ação em que o deputado federal e candidato à reeleição Zé Trovão (PL-SC), aliado do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), questionava o reajuste do Bolsa Família anunciado nesta quinta-feira (15) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Mendonça, sorteado relator do caso no TSE, mencionou decisões anteriores segundo as quais um candidato a deputado federal não tem legitimidade para apresentar uma ação contra um candidato à Presidência da República, uma vez que os dois cargos são disputados em circunscrições eleitorais diferentes.

"Ressalto que o reconhecimento da ilegitimidade ativa não importa pronunciamento acerca da legalidade ou da constitucionalidade do reajuste do Programa Bolsa Família, tampouco acerca de sua eventual subsunção ao art. 73, § 10, da Lei nº 9.504/1997", diz Mendonça na decisão desta quinta.

Na ação, o deputado havia afirmado ser "necessária a intervenção da Justiça Eleitoral" para impedir que a estrutura administrativa e os recursos públicos fossem usados de modo a "comprometer a igualdade de oportunidades entre os candidatos."

Zé Trovão havia pedido também que Mendonça determinasse ao governo, de forma provisória (liminar), o não reajuste do benefício até o julgamento da ação ou até o final das eleições.

Reajuste de R$ 600 para R$ 691

Com o reajuste anunciado na manhã desta quinta, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começa a valer no mês de outubro, com pagamentos a partir do dia 19, entre o primeiro e o segundo turno (se houver) das eleições presidenciais.

Segundo o Ministério do Planejamento, o custo do reajuste do Bolsa Família neste ano será de R$ 5,8 bilhões. Para 2027, o impacto nas despesas será de R$ 22,7 bilhões.

Defesa do governo

O Ministério da Fazenda informou que o reajuste do Bolsa Família apenas repõe as perdas inflacionárias dos últimos anos, o que não equivaleria a um aumento do benefício social.

O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, negou que a medida tenha relação com as eleições de 2026.

De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a "corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução".

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