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Investigado por assédio, Marco Buzzi apresenta atestado médico ao STJ

Investigado por assédio, Marco Buzzi apresenta atestado médico ao STJ
Ministro está internado sem previsão de alta. Tribunal abriu sindicância e comissão para apurar denúncia revelada pela Veja.

O ministro do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, de 68 anos, apresentou um atestado médico ao Tribunal nesta quinta-feira (5). O ministro está internado, sem previsão de alta. A Corte confirmou o recebimento do documento, sem divulgar detalhes.

Buzzi é investigado por assédio sexual após acusação feita por uma jovem de 18 anos. Ele nega. O caso veio à tona após reportagem da revista Veja e foi confirmado pela CBN. Saiba mais abaixo.

As investigações tramitam sob sigilo por se tratar de crime sexual envolvendo um ministro do STJ. Na noite desta quarta-feira (4), os magistrados do STJ decidiram por unanimidade abrir sindicância para apurar a conduta do ministro e formou uma comissão com os ministros Raul Araújo, Isabel Gallotti e Antônio Carlos Ferreira. O caso também é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O que diz Buzzi?

Em nota, a defesa do ministro Marco Buzzi afirmou que, na noite de quarta-feira, ele teve um forte mal-estar e foi levado a um hospital em Brasília, onde se encontra internado.

Informa ainda que, nos últimos cinco anos, o ministro teve instalados em seu coração cinco stents e um marca passo. Trata-se de quadro de saúde que exige atenção médica redobrada, sobretudo em situações de forte tensão. E que, por orientação técnica, o ministro terá licença médica de 10 dias, renováveis em caso de necessidade.

Entenda o caso

De acordo com a denúncia, uma jovem de 18 anos teria sido assediada durante as férias, em Balneário Camboriú, onde ela e os pais passavam uma temporada na casa de praia do ministro. Ela contou aos pais que estava no mar quando percebeu a aproximação do ministro.

Segundo o relato, Marco Buzzi teria tentado agarrá-la na água. O casal registrou boletim de ocorrência na polícia civil em São Paulo. Na manhã desta quarta, depoimentos foram colhidos no âmbito do processo.

Em nota, a defesa da vítima disse que, diante do gravíssimo ato praticado, espera rigor nas apurações e que o mais importante agora é preservar a família.

Já o ministro Marco Buzzi negou as acusações, em nota. Ele disse que foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas pelo site, que as informações não correspondem aos fatos. E que repudia toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio.

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