O líder do PL na Câmara, o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou neste terça-feira que o ex-presidente Jair Bolsonaro deu aval ao texto do projeto da Dosimetria, que será votado nesta terça-feira pela Casa.
Sóstenes disse ainda que um acordo com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e autorizado pelo ex-presidente, fará com que parlamentares do partido não apresentem emendas pela anistia ampla aos condenados pelo 8 de janeiro.
O relatório, apresentado pelo deputado Paulinho da Força, altera tanto o Código Penal quanto a Lei de Execução Penal, com efeitos retroativos por se tratar de norma mais benéfica.
— Não apresentaremos emendas, fizemos um acordo com o presidente da Câmara, Hugo Motta. Nós ainda não desistimos da anistia ampla e irrestrita, mas Jair Bolsonaro nos autorizou a avançar na redução das penas. Foi o acordo possível, Bolsonaro aceitou pagar a sua parte da pena em nome do Natal em casa desses pessoas — disse Sóstenes.
Motta confirmou a votação nesta terça e negou se tratar de um pedido de líderes do Centrão que se reuniram com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nesta segunda, para debater a pré-candidatura do filho do ex-presidente ao Planalto em 2026.
Continuar Lendo— Essa questão da anistia está superada. Vamos pautar para hoje. Não vai tratar de anistia, mas da possibilidade de redução de penas para os condenados pelos atos de 8 de janeiro. Natural chegar ao fim do ano com a posição da Casa. O plenário é soberano. Essa decisão foi tomada por vontade de presidente, que tem poder de pauta. Não foi a pedido de ninguém. Matéria está madura — disse Motta.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pela tentativa de golpe de Estado.
Caso seja aprovado, o texto seguirá ao Senado para nova avaliação. Nesta etapa, se houver mudanças, volta à Câmara para mais uma análise. Se não houver mudanças, seguirá para a Presidência, fase em que pode ser sancionado integralmente ou com vetos. Na hipótese de trechos serem barrados, o Congresso avalia se derruba os vetos ou os mantém.
A eventual redução de penas também não é automática. As defesas dos réus precisam solicitar o benefício, que é analisado pela Justiça. No caso da trama golpista, a execução das penas fica a cargo do Supremo Tribunal Federal (STF).
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