Atual vice-governador e candidato ao Piratini, Gabriel Souza (MDB) foi entrevistado nesta terça-feira (22) pelo gerente de conteúdo da Rádio ABC 103.3 FM, João Paulo Gusmão. A entrevista aconteceu por conta das ausências de Juliana Brizola (PDT) e Zucco (PL) ao debate que havia sido agendado previamente com as equipes dos candidatos, ainda no mês de maio.
PublicidadeGabriel Souza (MDB) na Central Grupo Sinos de Eleições Foto: Vandré Brancão/GES-Especial
“É raríssimo a oportunidade em que a gente consegue juntar os quatro candidatos mais competitivos em um debate. É impressionante, eles fogem do debate como o diabo foge da cruz”, criticou Gabriel.
O candidato revelou que, inclusive, optou por dormir em um hotel de Novo Hamburgo para se preparar para o debate. “É uma pena não estar acontecendo esse encontro hoje [terça-feira] pela manhã.”
“Casca de bala” e “rachar Uber”: Gabriel Souza e Maranata brincam após polêmica sobre debatesApesar da terceira posição nas pesquisas de intenções de voto, Gabriel reitera que está confiante na ida ao 2º turno. “O Estado avançou, é claro que temos muitas coisas para fazer ainda. Temos aqui um projeto para o futuro, para um próximo governo. Não quero fazer a terceira edição do atual governo [de Eduardo Leite].”
Ao comentar sobre avanços na educação e segurança pública, como a redução no número de homicídios e evolução no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), Gabriel criticou as falas de adversários.
“Se tu ver um adversário meu falando, tu entra em depressão. Que o Rio Grande do Sul é o pior lugar do mundo para se viver. Que aqui é horrível, que nada dá certo. Não é assim que funciona, estávamos em 9º no ranking nacional de competitividade e agora estamos em 4º.”
PublicidadeE salienta que está preparado para o cargo, relembrando sua trajetória como deputado estadual. “Líder do governo Sartori, presidente da Assembleia Legislativa” e vice-governador atuando no gabinete de crise durante as enchentes de 2024. “Vejo que a campanha cresce pelas nossas propostas apresentadas.”
Fora da zona de confortoGabriel constatou que, para ser governador, não se pode ter medo de contestações. “Tu nunca vai estar na zona de conforto como governador do Estado. Ali é um lugar onde será cobrado, demandado e criticado o tempo inteiro. É diferente a cobrança no Executivo em relação ao Legislativo, afinal, nós [governo] temos que resolver.”
Outro tema abordado durante a entrevista foi a polarização no cenário político. O candidato cita que, para ele, a maioria da população não está envolvida nesta disputa. “As pessoas estão procurando candidatos que busquem cumprir a missão de governantes perante a comunidade.”
Publicidade Preocupação com as enchentesQuestionado sobre as chuvas dos últimos dias e a possibilidade de novas enchentes no Estado, o candidato governista indicou que o Rio Grande do Sul está melhor preparado para eventos climáticos. “O Plano Rio Grande conta com 240 ações que vão desde a reconstrução de pontes, rodovias, até entrega de moradias e obras em parceria com os municípios.”
Comentou que conversou ainda pela manhã com o chefe da Casa Militar, coronel Luciano Boeira. “Ele está acompanhando a subida do Rio Taquari, já retirando pessoas de áreas que podem ser inundadas. Temos protocolos de contingência com os municípios, já tiramos inúmeras famílias de áreas de risco. A comunicação está mais rápida.”
PublicidadeGabriel respondeu ainda o questionamento do presidente Lula (PT) ao governador Eduardo Leite (PSD) sobre o andamento das obras de contenção no RS. “Quem é o Lula para falar de obras atradas? A BR-116 Sul até hoje não foi concluida. Nenhuma obra deve ser atrasada, as nossas não estão atrasadas, e sou o candidato que mais oferece segurança ao eleitor, por conhecer os projetos”, completa.
ELEIÇÕES 2026 | ENTREVISTA COM GABRIEL SOUZA, CANDIDATO AO GOVERNO DO RIO GRANDE DO SUL PELO MDBAssista a este vídeo no YouTubeLEIA TAMBÉM
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