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CPI do duplo salário avança com depoimento de secretária interina nesta quinta-feira abc+

CPI do duplo salário avança com depoimento de secretária interina nesta quinta-feira abc+
Iniciada no dia 1º de julho, a CPI do duplo salário chega ao seu sexto depoimento

Continuam nesta quinta-feira (10), a partir das 9 horas, os depoimentos na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga os salários recebidos por Michele Vargas Antonello entre fevereiro de 2025 e julho de 2026. A titular da Secretaria da Fazenda (SMF) é concursada como agente administrativa em Santa Maria e, por mais de um ano, acumulou os vencimentos na cidade de origem e o subsídio integral como secretária em Novo Hamburgo.

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CPI do duplo salário em Novo Hamburgo Foto: Juliano Piasentin/GES-Especial

Iniciada no dia 1º de julho, a CPI do duplo salário chega ao seu sexto depoimento nesta quinta-feira. Ricardo Ritter – Ica (presidente), Giovani Caju (secretário), Ito Luciano (relator), Felipe Kuhn Braun (membro), Joelson de Araújo (membro) e Professora Luciana Martins (membro), vão ouvir a secretária interina de Gestão, Governança e Desburocratização, Daiana Monzon. Ela foi citada pela ex-titular do cargo, Andrea Schneider Pascoal, durante a oitiva realizada no dia 20 de agosto.

Além de Daiana, a consultora de negócios da RGE, Elisandra de Castro, apontada por Andrea como responsável por indicar Michele ao prefeito Gustavo Finck (PP), também foi convocada. No entanto, em ofício encaminhado na última semana à Câmara de Vereadores, a profissional comunicou que não pretende comparecer por entender que sua participação foi apenas repassar o contato telefônico de Michele.

Testemunhas ouvidas

Cinco pessoas já foram ouvidas na CPI: Aline Butelli Ramos, ex-diretora da Diretoria de Desenvolvimento Humano (DDH) da Prefeitura de Novo Hamburgo; Daniela Campos Maurer, atual diretora do DDH; ex-secretária de Gestão, Governança e Desburocratização de Novo Hamburgo, Andrea Schneider Pascoal; a superintendente da Secretaria de Gestão de Pessoas de Santa Maria, Bruna Vizzotto Barcellos; e o ex-procurador-geral do município, Vanir de Mattos.

Última pessoa a depôr, Vanir de Mattos disse que os pagamentos foram causados por um erro administrativo. “Improbidade [administrativa]? Não vejo. Eu digo [o que houve], um grande erro administrativo.” Ele ainda reforçou que o prefeito passou a cobrar uma solução definitiva assim que soube da suposta irregularidade.

A suspensão da integralidade dos vencimentos de Michele em Novo Hamburgo foi determinada em julho após a identificação da Lei Municipal 048/1995, responsável por estabelecer que servidores de outros municípios cedidos ao município devem receber apenas a diferença entre a remuneração do cargo em comissão ou função de confiança e o vencimento básico do órgão de origem.

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Com prazo de 120 dias para ser finalizada, a CPI já passou dos 60 dias de duração.

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