Ministros do STF classificam como 'graves' e 'absurdas' declarações de Flávio Bolsonaro sobre urnas eletrônicas
O episódio dos vistos negados pelo Itamaraty a dois assessores do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, gerou uma reação muito negativa dentro do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Ministros das duas Cortes defendem que o presidente do TSE, Nunes Marques, condene duramente os últimos ataques às urnas eletrônicas e à missão dos Estados Unidos que viria ao Brasil para minar o sistema eleitoral brasileiro.
Na avaliação destes magistrados, a nota divulgada pela equipe de Nunes Marques foi considerada tímida e fraca, que não refletiria a gravidade do momento.
A expectativa é que o presidente do TSE também mande esse recado na reunião com embaixadores, agendada para depois do recesso do Judiciário.
1 de 1 Presidente do TSE, Nunes Marques se reúne com representantes das empresas de pesquisas eleitorais — Foto: Antonio Augusto/TSEPresidente do TSE, Nunes Marques se reúne com representantes das empresas de pesquisas eleitorais — Foto: Antonio Augusto/TSE
Segundo reportagem do jornal americano "The Washington Post", os dois funcionários de alto nível do Departamento de Estado dos EUA viriam ao Brasil para levantar dúvidas sobre a integridade e confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro.
Os dois pediram audiência com Nunes Marques, mas que não foi agendada por causa do recesso do Judiciário.
Mesmo assim, mantiveram a viagem para encontros com lideranças políticas e religiosas. Os dois são jovens de extrema direita. Um deles já foi enviado em missão a outros países para apoiar candidaturas de diretas e tentar influenciar no processo eleitoral local.
Tribunal Superior Eleitoral Resumo do dia Inscreva-se e receba a newsletter Ops! OkTodo conteúdo