Foi denunciado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul o homem que confessou ter matado Alice Levandoski Nitz, 14 anos. O crime aconteceu em 17 de agosto e o inquérito policial foi concluído em 1º de setembro. O assassino confesso era ex-padrasto da adolescente.
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Conforme detalhou o MPRS, ela conviveu com o ex-padrasto desde a infância e foi morta após um desentendimento relacionado a questões financeiras. Ele teve uma relação de mais de 10 anos com a mãe de Alice.
Conforme o promotor de Justiça Heráclito Mota Barreto Neto, o homem deu golpes de martelo na cabeça da adolescente durante o desentendimento. Na sequência, a esfaqueou na região cervical.
O assassinato foi cometido onde o homem morava. Após o crime, ele deixou a residência. No dia seguinte, foi preso em casa. Em audiência de custódia, assumiu a autoria do crime.
Segundo a delegada Dieli Caumo Stobbe, a partir da confissão, foi descartada a possibilidade de vicaricídio. Com isso, a investigação passou a trabalhar o caso como feminicídio, o que já era a principal hipótese.
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Ainda conforme a delegada, a perícia não encontrou vestígios de abuso sexual. Não havia registro de nenhuma agressão ou ameaça por parte da filha ou da mãe contra ele. Pelo contrário, a relação entre o homem e a mulher era descrita como boa, mesmo após o término.
O Ministério Público pediu que o homem seja submetido a júri popular e solicitou a fixação de valor mínimo para reparação dos danos causados aos familiares da vítima.
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