*Alerta: Esta reportagem aborda importunação sexual contra criança. Se você é sensível ao tema, pode despertar gatilhos. Veja abaixo como denunciar.
PublicidadeMais uma família convive com insegurança e medo no Vale do Paranhana. Em dois momentos diferentes nos últimos dois meses, um homem fez abordagens a um adolescente de 15 anos com perguntas de cunho sexual. Ambos os episódios foram em datas e locais distintos nas cidades de Taquara e Parobé, entre o começo de julho e o fim de agosto.
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Suspeito abordou adolescente duas vezes Foto: Reprodução
O caso se assemelha ao de uma adolescente de 12 anos perseguida, após voltar da escola em Parobé, por um indivíduo que saiu de uma casa abandonada no bairro Planalto, no dia 3 deste mês. Foi justamente a partir da divulgação em ABCmais que o pai do jovem decidiu contatar a reportagem e descrever a insegurança vivida pela família.
“Hoje residimos em outro bairro, pois ele está com tanto medo que tivemos que sair do bairro em que morávamos”, afirma o pai do adolescente. O nome do homem não será divulgado para preservar a idade do menor, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Boletins de ocorrência foram registrados na Polícia Civil com o objetivo de identificar o suspeito. No entanto, até agora, nenhuma prisão foi efetuada. Enquanto isso, a família vive com a sensação de insegurança.
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Como as abordagens aconteceramO primeiro caso ocorreu no dia 5 de julho, em Taquara. O documento registrado às autoridades narra que o jovem estava andando pelo bairro Jardim do Prado, quando o homem se aproximou de bicicleta, perguntando as horas.
Após receber a resposta do adolescente, o suspeito passou a fazer perguntas relacionadas a temas sexuais. Percebendo os questionamentos, o garoto gravou um vídeo da abordagem e, depois, correu para pedir socorro, sendo acolhido por um morador. A Brigada Militar foi chamada pela vítima e realizou diligências na região. O homem fugiu.
PublicidadeO segundo registro foi em 26 de agosto, no Centro de Parobé. O adolescente havia saído de uma consulta médica e aguardava por um amigo, quando o mesmo homem o abordou com perguntas impróprias. O menino fugiu até uma loja e novamente chamou pela Brigada Militar. O caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Parobé.
Em ambos os boletins de ocorrência, a Polícia Civil registrou os casos como importunação sexual.
Publicidade Família relata falta de assistênciaDesde a primeira ocorrência, o pai do jovem relata a falta de assistência para o acolhimento da família, em especial, do filho. “Eu fui ao Conselho Tutelar, fiz uma ficha de acolhimento, ligaram para a delegacia e só disseram que o caso está sendo investigado. E esse monstro continua circulando e ameaçando outras crianças livremente pela região”, lamenta.
Ele completa que, depois do ocorrido, sequer recebeu ligações dos órgãos competentes, perguntando como estava a vítima. “Nós já estamos sem forças. Já fui a vários lugares e nada se resolve”, lamenta.
O que dizem as autoridadesO delegado Francisco Leitão, titular da Delegacia de Parobé, afirma que a ocorrência está sob investigação no inquérito policial e que o suspeito já foi identificado. “Aguardamos o retorno da perícia oriunda do exame de violência psicológica da vítima”, apontou.
PublicidadeA Brigada Militar lembrou que a corporação é responsável por atuar no policiamento ostensivo e preventivo. No episódio de julho, o comando da 2ª Companhia Independente de Polícia Militar destaca que, após o atendimento da ocorrência, os agentes “realizaram buscas com base nas características e informações repassadas pela vítima”.
Já o Conselho Tutelar de Taquara afirmou que, ao tomar conhecimento do caso, recomendou a abertura do boletim de ocorrência na Polícia Civil. Ao saber que tal procedimento foi feito, a instituição encaminhou os casos ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) do município, para oferecer atendimento ao garoto e sua família.
PublicidadePor sua vez, a Prefeitura de Taquara, através do Creas, reforçou que o atendimento é feito através da equipe do Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos, que compõe profissionais do direito, da psicologia e serviço social. De acordo com o município, “o acompanhamento inclui orientações e encaminhamentos sobre eventuais questões jurídicas, além de articulações com a rede de proteção, inclusive para atendimento em saúde mental, dentre outros.”
"Esse monstro continua circulando": Homem aborda adolescente e faz perguntas sexuais no ParanhanaAssista a este vídeo no YouTubeComo denunciar abuso sexual infantilPara denunciar abuso sexual infantil, seja pela internet ou não, casos de pornografia ou pedofilia, é importante denunciar. Isso pode ser feito pelos seguintes canais:
Publicidade Disque 181; Divisão Especial da Criança e do Adolescente (DECA) da Polícia Civil: (55) 98454-1004 – WhatsApp; Delegacia online da Polícia Civil: www.delegaciaonline.rs.gov.br; E-mail da DECA da Polícia Civil: dpgv-deca-denuncias@pc.rs.gov.br; Polícia Federal: www.dpf.gov.br; SaferNet: www.denunciar.org.br.Se tiver acesso a imagens ou textos de pornografia infantil ou pedofilia: anote os dados de e-mail, número de IP e quaisquer outros detalhes que conseguir para encaminhar junto à denúncia.
Quanto mais rápida for feita a denúncia, maiores as chances de as investigações chegarem aos suspeitos.
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