*Alerta: Esta reportagem aborda violência contra a mulher. Se você é sensível ao tema, a matéria pode despertar gatilhos. Veja abaixo como denunciar.
PublicidadeO motorista de aplicativo acusado de dirigir sem calça foi preso preventivamente na manhã desta sexta-feira (18) em Canoas por importunação sexual.
Prisão preventiva ocorreu na manhã desta sexta-feira (18) em Canoas Foto: REPRODUÇÃO/POLÍCIA CIVIL
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O caso, envolvendo o também professor de jiu-jitsu de 35 anos, veio à tona ao longo da semana, quando a vítima relatou o constrangimento de ter embarcado no veículo conduzido pelo motorista.
A apuração conduzida pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) da cidade revelou que o suspeito possui histórico de crimes de gênero, segundo a delegada Angélica Geovanella.
?Não é a primeira ocorrência. Ele já respondeu por crimes sexuais?, explica. ?Tem um histórico de violência doméstica. Foi investigado por importunação sexual por pessoas próximas a ele.?
PublicidadeConforme a delegada, o suspeito usava uma camiseta sobre as pernas quando pegou a passageira e se tocou durante o trajeto, o que configura o crime de importunação sexual.
?Ele dirigiu nu da cintura para baixo e estava se masturbando?, esclarece. ?Fica configurado o crime de importunação sexual e, por isso, pedimos a prisão preventiva.?
Conforme a delegada, é importante que a mulher, ao ser exposta a qualquer situação de constrangimento, procure a polícia por meio de canais oficiais.
Publicidade?Os próprios aplicativos possuem recursos para avisar o que está acontecendo?, adverte. ?Porém, sempre orientamos que é preciso avisar a polícia para serem tomadas as medidas necessárias contra este tipo de comportamento.?
A delegada Angélica Geovanella esclareceu o caso na manhã desta sexta-feira (18) Foto: Paulo Pires/GES
AbaladaTemporariamente afastada do trabalho, a vítima conversou com a reportagem nesta quarta-feira (16), quando relatou os momentos de tensão que viveu a partir do momento em que percebeu que o motorista não estava vestido.
Publicidade?Eu fiquei com um medo desesperador. Ele se tocou, tanto que, nesse momento, eu vi o órgão genital dele. Pedi para descer três vezes do carro e ele não atendeu?, lembrou. ?Busquei ajuda psicológica porque eu estou muito abalada.?
Onde pedir ajuda em casos de violência contra a mulher:Brigada Militar ? 190Deve ser acionada imediatamente em situações de violência em andamento. Atendimento 24 horas em todo o Estado.
Polícia CivilA vítima pode registrar ocorrência, preferencialmente em uma Delegacia da Mulher ou em qualquer Delegacia de Polícia. Também é possível solicitar medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.
PublicidadeDelegacia on-linePermite o registro de ocorrência e a solicitação de medidas protetivas de urgência pela internet, sem necessidade de deslocamento.
Central de Atendimento à Mulher ? Disque 180Funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. Recebe denúncias, orienta sobre direitos e encaminha para a rede de atendimento. A ligação pode ser anônima.
PublicidadeMinistério Público do Rio Grande do SulAtende vítimas em suas Promotorias de Justiça e oferece canais de atendimento virtual.
Defensoria Pública ? 0800 644 5556Presta orientação jurídica gratuita às vítimas.
PublicidadeCentros de Referência de Atendimento à MulherOferecem acolhimento psicológico e social, além de orientação e encaminhamento jurídico.
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