O publicitário Ricardo Jardim, acusado de matar Brasília Costa, irá a júri popular. A decisão foi proferida nesta quarta-feira (14) pela Justiça, mas a data da sessão ainda não foi definida.
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Jardim deixou mala com tronco de Brasília na rodoviária Foto: Reprodução
Jardim responderá pela acusação de feminicídio de Bia, de 65 anos, em contexto de violência doméstica e familiar, além de outros crimes relacionados ao caso. Ele está preso preventivamente desde setembro de 2025. A decisão ainda pode ser contestada pela defesa.
Além do feminicídio, o réu responde por crimes como ocultação e vilipêndio de cadáver, furto, falsificação e uso de documento falso, falsa identidade, invasão de dispositivo informático e três episódios de furto mediante fraude.
Relembre o casoO caso veio à tona em agosto de 2025, quando partes do corpo de Brasília Costa foram encontradas em diferentes pontos de Porto Alegre, incluindo uma mala deixada na rodoviária da Capital. Até hoje, mais de um ano depois, a cabeça da vítima não foi localizada.
Segundo a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), Bia e Jardim mantinham um relacionamento afetivo e moravam na mesma pensão, no bairro São Geraldo, na capital. A acusação aponta que a morte teria ocorrido entre os dias 8 e 12 de agosto daquele ano.
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Após o crime, conforme o Ministério Público, o acusado teria ocultado partes do corpo em diferentes locais da cidade e utilizado o celular da vítima para enviar mensagens como se ela ainda estivesse viva, numa tentativa de evitar que o desaparecimento fosse percebido.
A identificação de Brasília foi confirmada por exames genéticos. Imagens de câmeras de segurança e depoimentos também foram considerados na decisão que encaminhou o caso ao Tribunal do Júri.
PublicidadeA acusação será conduzida pelas promotoras de Justiça Luciana Cano Casarotto e Luciane Wingert, da Promotoria do Tribunal do Júri de Porto Alegre.
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