Resumido por Omeloton IA:
A Expedição Tietê 2025, realizada pela Fundação SOS Mata Atlântica, revelou que o rio não possui nenhum trecho plenamente livre de contaminação ao longo de seus mais de 1.100 km. Foram identificadas múltiplas camadas simultâneas de poluição — microbiológica, química, farmacológica, plástica, agrícola e orgânica — incluindo microplásticos em todos os 14 pontos analisados, 25 tipos de agrotóxicos (como a atrazina, proibida na UE desde 2004) e 16 substâncias entre fármacos e drogas ilícitas, além de metais acima dos limites legais.
A contaminação reflete diretamente a urbanização, saneamento insuficiente, uso agrícola intensivo e ocupação do solo na bacia hidrográfica, não se restringindo aos centros urbanos. Os contaminantes interagem entre si: microplásticos transportam agrotóxicos e fármacos, enquanto o excesso de matéria orgânica reduz a oxigenação da água.
A SOS Mata Atlântica defende ampliação do monitoramento, repensar o uso de agrotóxicos na agricultura e responsabilidade compartilhada entre cidadãos, empresas e poder público no descarte de resíduos.