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Desmatamento na Amazônia recua 31% em 10 meses

Desmatamento na Amazônia recua 31% em 10 meses
Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia registra perda de 1.949 km² de floresta entre agosto de 2025 e maio de 2026. Leia no Poder360.

O desmatamento na Amazônia caiu 31% nos 10 primeiros meses do calendário de monitoramento florestal, segundo dados divulgados pelo Imazon nesta 3ª feira (23.jun.2026). De agosto de 2025 a maio de 2026, foram destruídos 1.949 km² de floresta. No mesmo período do ciclo anterior, de agosto de 2024 a maio de 2025, a área desmatada alcançou 2.825 km².

A diferença entre os 2 períodos representa 876 km² a menos de floresta perdida. Apesar da redução, a área devastada no ciclo atual ainda supera a extensão territorial da cidade de São Paulo.

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Os dados fazem parte do SAD (Sistema de Alerta de Desmatamento), monitoramento realizado mensalmente pelo Imazon com base em imagens de satélite desde 2008. O calendário adotado pelo instituto considera o período de agosto de um ano a julho do ano seguinte, em razão das condições climáticas da Amazônia. Faltam 2 meses para o encerramento do ciclo atual.

publicidade Maio registra aumento de 6%

Apesar da queda no acumulado do calendário, maio de 2026 apresentou alta na devastação. Foram registrados 313 km² de floresta destruída, avanço de 6% em relação aos 295 km² registrados em maio de 2025.

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Segundo o Imazon, a área perdida em maio equivale à destruição de mais de 1.000 campos de futebol por dia.

O Pará concentrou 34% de toda a devastação registrada no mês, seguido por Mato Grosso, com 29%, e Amazonas, com 19%. Juntos, os 3 Estados responderam por 82% do desmatamento detectado na Amazônia Legal em maio. Sozinho, o Pará registrou 107 km² de floresta derrubada. O Estado também ocupa 3 posições entre os 10 municípios que mais desmataram no período.

Os municípios com maior área desmatada em maio foram:

Altamira (PA): 40 km²; Barra do Corda (MA): 21 km²; Colniza (MT): 20 km²; Itaituba (PA): 16 km²; Apuí (AM): 15 km²; Novo Aripuanã (AM): 10 km²; Aripuanã (MT): 9 km²; Lábrea (AM): 7 km²; São Félix do Xingu (PA): 7 km²; Cláudia (MT): 7 km². Unidades de conservação sob pressão

Cinco das 10 unidades de conservação mais desmatadas em maio estão localizadas no Pará. A APA (Área de Proteção Ambiental) Triunfo do Xingu liderou o ranking, com 13 km² de vegetação perdida no mês.

As unidades de conservação mais afetadas foram:

APA Triunfo do Xingu (PA): 13 km²; Flona de Altamira (PA): 4 km²; Resex Guariba-Roosevelt (MT): 2 km²; APA do Tapajós (PA): 1 km²; Flona do Jamanxim (PA): 1 km²; Flona do Aripuanã (AM): 1 km²; Resex Rio Preto-Jacundá (RO): 0,4 km²; Flona de Jacundá (RO): 0,4 km²; FES do Antimary (AC): 0,3 km²; Parna do Jamanxim (PA): 0,3 km². Degradação florestal recua 93%

A degradação florestal causada por queimadas e exploração madeireira atingiu 2.376 km² entre agosto de 2025 e maio de 2026. O resultado representa queda de 93% em relação aos 34.520 km² registrados no mesmo período do ciclo anterior.

Somente em maio, a área degradada caiu de 679 km² para 40 km², retração de 94% na comparação anual. Mato Grosso concentrou 78% de toda a degradação registrada na Amazônia no mês.

O Imazon afirmou que a manutenção das ações de fiscalização e controle será decisiva para preservar a tendência de queda observada até agora e evitar novos avanços da devastação durante os meses mais secos do ano.

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