A janela de transferências pós-Copa do Mundo movimentou US$ 9,89 bilhões (R$ 50,4 bilhões) em 2026, recorde do futebol. O valor divulgado pela Fifa na 5ª feira (3.set.2026) cresceu 1,5% ante o mesmo período de 2025.
O mercado registrou 11.968 transferências de jogadores. Outras 607 negociações ainda estavam pendentes de conclusão quando a entidade divulgou os dados. A maior operação foi a transferência do argentino Enzo Fernández, do Chelsea para o Manchester City, por US$ 169 milhões (R$ 871,8 milhões). Eis a íntegra do relatório (PDF – 4 kB).
publicidade Formulário de cadastro alertas grátis do Poder360 concordo com os termos da LGPD. Inscreva-se Inscreva-se Europa concentra movimentações publicidade publicidadeA Europa concentrou os principais fluxos da janela. Inglaterra, Espanha, Portugal, França e Alemanha foram os países que mais contrataram jogadores do exterior. Quatro deles também ficaram entre os maiores exportadores, com o Brasil na 5ª posição.
O futebol brasileiro fechou o período com superavit de US$ 85 milhões (R$ 431,5 milhões). Os clubes do país venderam 525 jogadores ao exterior por US$ 212 milhões (R$ 1,08 bilhão) e contrataram 318 atletas de outros países por US$ 127 milhões (R$ 648,5 milhões).
Brasil reduz receitas com vendasO resultado ficou abaixo do registrado em 2025. Naquele ano, os clubes brasileiros arrecadaram US$ 460 milhões (R$ 2,3 bilhões) com exportações e gastaram US$ 241 milhões (R$ 1,2 bilhão) em importações.
publicidadeO número de estrangeiros contratados nesta janela foi o menor desde 2022, quando a Fifa começou a divulgar os dados. A receita de US$ 212 milhões também não inclui todas as transferências envolvendo brasileiros. A venda de Gabriel Jesus, por exemplo, foi do Arsenal, da Inglaterra, para o Barcelona, da Espanha, e não entra no cálculo do futebol brasileiro.
Portugal lidera fluxos de atletasPortugal foi o principal destino dos brasileiros, com 117 jogadores, cerca de 20% do total. Tailândia (38) e Malta (26) vieram na sequência, enquanto Japão e Emirados Árabes registraram 19 atletas cada.
Em valores, a Inglaterra foi quem mais pagou por jogadores brasileiros, com US$ 57,3 milhões, quase um quarto da receita do país. Itália (US$ 28,6 milhões), Ucrânia (US$ 26 milhões), Portugal (US$ 14,6 milhões) e Estados Unidos (US$ 12,4 milhões) completaram o ranking.
Portugal também liderou entre os países de origem dos jogadores contratados pelo Brasil, com 67 atletas. Colômbia (18), Argentina e Espanha (15 cada) e Japão (13) apareceram depois. Entre os negócios recentes, o Flamengo contratou um argentino do River Plate e um equatoriano do futebol belga, enquanto o Vasco repatriou um brasileiro que atuava na Sérvia.
Argentina recebe mais do BrasilOs argentinos foram os que mais receberam em transferências pagas por clubes brasileiros, com US$ 40,2 milhões. Inglaterra (US$ 22,1 milhões), Estados Unidos (US$ 19,2 milhões), Portugal (US$ 8,85 milhões) e Bélgica (US$ 6,5 milhões) vieram na sequência.
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