A deputada federal Natália Bonavides (PT-RN) disse no sábado (5.set.2026) que foi alvo de ameaças de estupro e esquartejamento. Segundo a congressista, a mensagem que recebeu tinha informações pessoais dela e de pessoas próximas.
“Receber uma ameaça de estupro e esquartejamento, com detalhes de como esses crimes seriam cometidos, já seria algo de extrema gravidade. Mas essa mensagem foi além, também trouxe CPFs, endereços e informações de pessoas próximas a mim e à minha família. As provas já foram entregues às autoridades para que os responsáveis sejam identificados e punidos”, escreveu.
publicidade Formulário de cadastro alertas grátis do Poder360 concordo com os termos da LGPD. Inscreva-se Inscreva-seO e-mail recebido por Bonavides, ao qual o Poder360 teve acesso, foi enviado por um grupo que dizia representar a Ku Klux Klan, organização supremacista branca extremista fundada nos Estados Unidos. A mensagem detalha como os crimes contra a deputada seriam cometidos. “Não me teste, mulher. Seu destino está selado nestas palavras”.
publicidade publicidadeA equipe da congressista acionou a Polícia Civil do Rio Grande do Norte e Legislativa, além do Ministério Público Eleitoral.
O Poder360 procurou a Polícia Civil do Rio Grande do Norte, a Polícia Legislativa da Câmara e o Ministério Público Eleitoral para perguntar se investigações foram abertas. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
OUTROS CASOSSegundo Bonavides, essa não foi a 1ª vez que foi alvo de ameaças do tipo.
Na nota, a deputada diz que, em 2024, recebeu uma mensagem que dizia que ela seria levada para um canavial para, nas palavras do responsável pelo envio, “dar cabo dela”. Em outro caso, uma pessoa dizia que queria “metralhar” a congressista.
publicidadeBonavides também cita que nos últimos dias um candidato do PL tentou intimidá-la. Não disse o nome do candidato nem apresentou provas da intimidação.
O Poder360 procurou o PL para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
“Isso não pode ser tratado como parte normal do debate político. É violência política de gênero, alimentada pelo machismo e pela visão de mundo da extrema direita, que propaga o ódio contra mulheres que ocupam espaços de poder e não aceitam se calar”, escreve Bonavides na nota.
Veja a nota:
publicidadeTodo conteúdo