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Idosos que dormem mais de 9 horas têm maior risco de perder mobilidade

Idosos que dormem mais de 9 horas têm maior risco de perder mobilidade
Estudo acompanhou pessoas acima dos 60 ao longo de 8 anos e apontou que declínio não é observado nas mulheres. Leia no Poder360.

Resumido por Omeloton IA:

Um estudo longitudinal com mais de 3.000 idosos (60+) do ELSA (Inglaterra), conduzido por pesquisadores da UFSCar e University College London, revelou que homens que dormem mais de 9 horas por noite apresentam declínio significativo na velocidade da marcha ao longo de 8 anos — chegando a perder até 25% da velocidade inicial — enquanto mulheres não apresentam essa associação.

O sono prolongado em homens idosos está associado à fragmentação do sono e redução das fases profundas, comprometendo a liberação de testosterona, essencial para a massa muscular masculina, além de intensificar o inflammaging (inflamação crônica do envelhecimento), que degrada o tecido musculoesquelético.

As mulheres não apresentam o mesmo risco devido ao perfil hormonal feminino, onde hormônios como IGF-1 e GH têm papel mais relevante no anabolismo muscular que a testosterona. Os pesquisadores recomendam considerar o sono prolongado (>9 horas/noite) como marcador clínico de risco para perda de mobilidade em homens idosos, já que o padrão ideal para idosos é de 6 a 9 horas noturnas.

O estudo, publicado no Journal of the American Medical Directors Association com apoio da Fapesp, reforça que perguntar sobre duração do sono pode ser estratégia simples e barata para prever e prevenir perda de mobilidade em homens idosos.