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Ebola ultrapassa 1.000 casos e 254 mortos na República Democrática do Congo

Ebola ultrapassa 1.000 casos e 254 mortos na República Democrática do Congo
Epidemia é agravada pela fome, fuga de pacientes e infecção de profissionais de saúde fora de centros especializados. Leia no Poder360.

O surto de ebola na República Democrática do Congo ultrapassou a marca de 1.000 casos confirmados. Segundo dados divulgados pelo governo, o país registrou 1.003 infecções e 254 mortes até sábado (20.jun.2026).

Mais de 90% dos casos estão concentrados na província de Ituri, onde unidades de tratamento operam acima da capacidade. Autoridades relatam dificuldades para conter a transmissão no contexto de problemas de saúde que já afetavam a região antes do avanço da doença.

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Pelo menos 78 profissionais de saúde contraíram a doença durante o surto, e 18 morreram, de acordo com o Instituto Nacional de Saúde Pública da República Democrática do Congo. A maior parte das infecções foi em hospitais e clínicas convencionais, antes da identificação dos casos como ebola.

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Os sintomas iniciais da variante Bundibugyo se assemelham aos de doenças comuns na região, como a malária. Isso aumenta o risco de exposição de médicos e enfermeiros antes da adoção de protocolos específicos de proteção.

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A Organização Mundial da Saúde alertou que falhas em medidas de prevenção e controle de infecções continuam contribuindo para a disseminação do vírus. A entidade também informou que a taxa de rastreamento de contatos caiu para 58%, ante mais de 70% no início da semana passada.

Fuga de pacientes

Relatórios do governo registraram mais de 150 fugas de centros de tratamento e isolamento desde o fim de maio. Segundo autoridades e organizações humanitárias, a principal razão é a falta de alimentos.

Em um dos casos, 11 pacientes suspeitos deixaram um hospital na região de Bambu por causa da insuficiência de suporte nutricional. A situação se da em uma área onde quase 10 milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar.

As equipes de resposta monitoram atualmente cerca de 6.400 pessoas expostas ao vírus. Famílias sob observação perdem acesso ao trabalho e a fontes de renda durante o período de monitoramento, aumentando a necessidade de assistência alimentar.

Contenção da doença

Para ampliar a conscientização, rádios locais passaram a transmitir orientações sobre prevenção. Além disso, o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) treinou 900 voluntários comunitários para atuar em ações de informação e rastreamento de contatos.

Mototaxistas também participaram de campanhas de conscientização em cidades da região de Ituri, distribuindo álcool em gel e material informativo à população.

Neste mês, governos e organizações internacionais prometeram cerca de US$ 910 milhões (R$ 5,11 bilhões) para ações de resposta e preparação contra o ebola. Apesar do avanço dos casos, o número de recuperados chegou a 100 pessoas até 20 de junho, segundo as autoridades locais.

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