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Toffoli suspende campanha digital de Wilson Grassi

Toffoli suspende campanha digital de Wilson Grassi
Assim como Renan Santos, decisão considera que candidato omitiu dados dos perfis nas redes eleitorais. Leia no Poder360.

O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral, suspendeu a campanha eleitoral de Wilson Grassi (Democrata) à Presidência da República. O ministro também proibiu a participação do candidato em debates e o acesso aos repasses do FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha). Leia a íntegra da decisão (PDF – 415 kB).

Toffoli aplicou para Grassi o mesmo entendimento adotado para a campanha de Renan Santos (Missão). O ministro entendeu que os 2 candidatos apresentaram informações erradas sobre os perfis oficiais em redes sociais válidos para a campanha eleitoral.

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No despacho, o ministro afirmou que Grassi informou à Justiça Eleitoral sobre os seus 8 perfis nas redes sociais depois de 17 dias do requerimento de registro da campanha. Toffoli ressalta que o perfil oficial do candidato no Instagram, que conta com 156 mil seguidores, divulgava o conteúdo de campanha antes da comunicação ao TSE.

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“O candidato estava previamente ciente de que deveria informar os endereços e de que somente poderia utilizá-los na campanha após 48 horas de seu registro pelo Tribunal Superior Eleitoral. Violou frontalmente a obrigação. Os benefícios já auferidos são irreversíveis”, declarou o ministro.

Ao fundamentar a decisão, o ministro afirma que a omissão de dados sobre a campanha digital reflete “indícios de fraude à lei”.

Toffoli acrescenta que o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, já havia comunicado aos diretórios nacionais dos partidos sobre a necessidade de individualizar de forma explícita os perfis oficiais dos candidatos.

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“Em juízo perfunctório, constata-se que ao menos um perfil está em utilização irregular para difusão de conteúdo a milhares de seguidores e com potencial favorecimento pelos algoritmos de recomendação“, afirmou o ministro.

Para ele, a demora em apresentar os dados precisa ser punida, uma vez que a falta de informação pode dar vantagens para o candidato. Toffoli afirmou que o candidato já havia recebido R$ 3,3 milhões do fundo de campanha eleitoral, que poderia estar sendo usado para veicular campanhas irregulares.

Igualmente, deve ser suspensa a participação em debates, prerrogativa própria à condução de campanhas regulares, notadamente na circunscrição nacional, em vista de sua ampla visibilidade.

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