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Produtora de Dark Horse diz que entregou “mais de 20.000 laudas” à PF

Produtora de Dark Horse diz que entregou “mais de 20.000 laudas” à PF
Defesa afirma que Karina Gama colaborou com a investigação e que confia no STF para garantir o devido processo legal. Leia no Poder360.

A produtora do filme “Dark Horse”, Karina Ferreira da Gama, diz que entregou “mais de 20.000 laudas” de documentos à Polícia Federal antes da operação realizada nesta 5ª feira (10.set.2026). A informação consta em nota divulgada pela defesa da empresária, que afirma que ela vinha colaborando espontaneamente com a investigação.

A operação Make Up investiga suspeitas relacionadas ao financiamento do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A produção é alvo de apuração no Supremo Tribunal Federal sobre a origem e a destinação de recursos usados no longa.

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Segundo a PF, “as investigações apontam a existência de uma organização criminosa, formada por agentes públicos e privados, suspeita de direcionar os valores recebidos para empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços contratados. As tentativas de dissimular os desvios teriam se estendido até julho deste ano”. Leia a íntegra da nota da corporação (PDF  195 kB).

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Na manifestação, os advogados de Karina afirmam que a cliente atendeu, na 6ª feira (4.set), a uma solicitação da PF e entregou os documentos. Segundo a defesa, a medida “prova sua boa-fé e lealdade processual”.

A defesa diz ter protocolado nesta 5ª feira (10.set) uma reclamação constitucional no STF para questionar aspectos processuais da operação. Afirma que a medida não discute o mérito da investigação, mas busca assegurar “a autoridade das decisões da presidência do STF e a competência do juiz natural”.

“Acreditamos em nossas instituições e confia-se na Suprema Corte para a plena garantia do devido processo legal”, diz a nota.

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Karina é proprietária da Go Up Entertainment, responsável por “Dark Horse”, e também preside o Instituto Conhecer Brasil. A produtora e o ICB já foram alvos de investigações relacionadas a contratos públicos e ao financiamento do filme.

Em maio de 2026, reportagens divulgaram conversas extraídas de aparelhos celulares de Vorcaro, apreendidos na Compliance Zero, com referências ao financiamento do filme. Em uma das conversas, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece em um áudio pedindo dinheiro ao fundador do Master para bancar a produção de “Dark Horse”.

O tema passou a ser relevante na corrida eleitoral pelo Palácio do Planalto. Flávio é o principal adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa um 4º mandato.

A partir das mensagens vazadas de Vorcaro, vários pedidos de investigação chegaram ao Supremo. Eis a íntegra da nota:

“Tendo em vista a operação da Polícia Federal na data de hoje, no exercício da advocacia em favor da sra. Karina Ferreira da Gama, ajuizamos nesta data, reclamação constitucional em jurisdição criminal perante a presidência do STF. 

“A medida não discute o mérito da investigação, sendo certo que a cliente estava contribuindo espontânea e voluntariamente, tanto que, atendeu, na última 6ª feira (4.set), à solicitação da Polícia Federal e entregou mais de 20.000 laudas de documentos, o que prova sua boa-fé e lealdade processual. 

“Entretanto, nossa defesa técnica insiste em assegurar a autoridade das decisões da presidência do STF e a competência do juiz natural. 

“Acreditamos em nossas instituições e confia-se na Suprema Corte para a plena garantia do devido processo legal.”

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