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Produtora de “Dark Horse” diz apoiar fim de sigilo determinado por Dino

Produtora de “Dark Horse” diz apoiar fim de sigilo determinado por Dino
Defesa de Karina Gama diz receber com “absoluto respeito” retirada do sigilo da investigação. Leia no Poder360.

A defesa de Karina Gama, dona da Go Up Entertainment, produtora de ?Dark Horse?, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou por meio de nota neste domingo (13.set.2026) que recebe com ?absoluto respeito e considera positiva? a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, de retirar o sigilo dos elementos da investigação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo envolvendo o Instituto Conhecer Brasil, do qual também é dona, e um contrato com a Prefeitura de São Paulo.

A defesa disse que a transparência é de interesse da Justiça, da sociedade e da própria investigada. Segundo os advogados, Gama já apresentou voluntariamente mais de 20 mil páginas de documentos e ?não teme transparência?.

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Dino determinou neste domingo a retirada do sigilo de materiais produzidos pela Polícia Civil paulista em uma investigação relacionada ao Instituto Conhecer Brasil. O ministro também determinou o compartilhamento dos elementos obtidos com a Polícia Federal. A apuração envolve possíveis desvios de recursos públicos e sua eventual relação com o financiamento do filme ?Dark Horse?.

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Na nota, a defesa de Karina Gama afirmou que ela sustenta ?de maneira firme e inequívoca? que não praticou qualquer ilícito.

Segundo os advogados, a publicidade dos elementos permitirá que os fatos sejam examinados ?em sua integralidade? e de forma objetiva, sem especulações ou ?juízos antecipados?. A defesa também afirmou que a investigada não pode ser considerada culpada pela repercussão política do caso.

INVESTIGAÇÃO

A Polícia Civil de São Paulo investiga o Instituto Conhecer Brasil, ligado a Karina Gama, por suspeitas relacionadas a um contrato com a Prefeitura de São Paulo para a instalação de pontos de internet gratuita. A apuração passou a ter conexão com o caso ?Dark Horse? diante de suspeitas sobre movimentações financeiras envolvendo empresas ligadas à produtora.

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A investigação federal também apura a destinação de emendas parlamentares para entidades ligadas à empresária. O deputado federal Mário Frias (PL-SP) é um dos investigados. Segundo a PF, R$ 750 mil repassados à Go Up Entertainment teriam origem em emendas destinadas por Frias ao Instituto Conhecer Brasil.

Leia a íntegra da nota de Karina Gama:

?A defesa da Sra. Karina Gama recebe com absoluto respeito e considera positiva a decisão do Ministro Flávio Dino de levantar o sigilo sobre os elementos da investigação conduzida pela Polícia Civil do Estado de São Paulo envolvendo o Instituto Conhecer Brasil e contrato celebrado com a Prefeitura de São Paulo.

?A transparência interessa à Justiça, à sociedade e, sobretudo, à própria defesa.

?Quem já apresentou voluntariamente mais de 20 mil páginas de documentação não teme transparência.

?Desde o primeiro momento, a Sra. Karina Gama tem sustentado, de maneira firme e inequívoca, que não praticou qualquer ilícito.

?A publicidade dos elementos da investigação permitirá que os fatos sejam conhecidos em sua integralidade e examinados objetivamente, para além de especulações ou juízos antecipados.

?A defesa confia que a plena exposição dos fatos demonstrará que a Sra. Karina Gama não pode ser transformada em culpada pela intensa efervescência da vida nacional, em um momento de extraordinária agitação e movimentação política.

?Investigar é legítimo. Esclarecer é do interesse de todos. Mas investigação não é acusação, muito menos, condenação e a repercussão política jamais poderá substituir o devido processo legal.

?Por essa razão, a defesa nada tem a opor quanto à transparência e ao levantamento do sigilo.

?Ao contrário, deseja que o Brasil tenha acesso à realidade integral dos acontecimentos e que cada documento, contrato, pagamento e circunstância seja examinado tecnicamente, dentro da legalidade e sem contaminação por disputas políticas ou narrativas previamente construídas.

?A Sra. Karina Gama continuará colaborando com as autoridades competentes e exercendo, com serenidade, seu direito constitucional de defesa, convicta de que a verdade dos fatos prevalecerá.

?A Constituição protege a investigação, mas também protege o investigado. E é justamente nos casos de maior repercussão pública que essa garantia precisa ser mais rigorosamente observada.?

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