oMelhor.Net

OAB se posiciona contra fala de Dino sobre venda de sentença no STF

OAB se posiciona contra fala de Dino sobre venda de sentença no STF
Ordem diz que declaração do ministro lança suspeita genérica sobre a advocacia brasileira. Leia no Poder360.

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, publicou nesta 4ª feira (16.set.2026), uma nota expressando “total contrariedade” à fala do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino. O ministro disse durante a sessão que julgava se abriria investigação contra Alexandre de Moraes no caso Master: “Não existe venda de sentença sem um advogado comprando. Não existe corrupção passiva sem corrupção ativa”.

A manifestação foi assinada pelo Conselho Federal da OAB e pelas 27 seccionais da instituição. A Ordem disse que a declaração “lança sobre a advocacia uma suspeita genérica e indevida” e defendeu que eventuais desvios de conduta sejam investigados e punidos individualmente, citando, posteriormente, o Código de Ética e Disciplina.

publicidade Formulário de cadastro alertas grátis do Poder360 concordo com os termos da LGPD. Inscreva-se Inscreva-se

Segundo a OAB, a advocacia brasileira não deve ser responsabilizada coletivamente por condutas individuais. Disse também que a maior parte dos advogados exerce a profissão com ética e compromisso com a Justiça. “Nenhuma generalização é justa ou correta, especialmente quando atinge a esmagadora maioria da advocacia brasileira”, declarou a Ordem.

publicidade publicidade

Problemas éticos relacionados ao sistema de Justiça, segundo a entidade, devem resultar na responsabilização de quem tenha cometido atos ilícitos, independentemente da função ou posição ocupada.

Ao fim da nota, a OAB declarou que “não aceita a criminalização da advocacia” e pediu respeito aos advogados brasileiros, que exercem a profissão em defesa da liberdade, da Justiça e do Estado Democrático de Direito.

Eis a íntegra da nota:

“O Conselho Federal da OAB e suas 27 seccionais manifestam total contrariedade à generalização feita pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante sessão da Corte, ao afirmar que ‘não existe venda de sentença sem um advogado comprando’.”

publicidade

“Nenhuma generalização é justa ou correta, especialmente quando atinge a esmagadora maioria da advocacia brasileira, que exerce sua profissão com ética, seriedade e compromisso com a Justiça. A afirmação, feita por um ministro do STF durante julgamento acompanhado por todo o país, lança sobre a advocacia uma suspeita genérica e indevida. Eventuais desvios de conduta devem ser apurados e punidos individualmente, sem atingir toda uma categoria profissional indispensável à administração da Justiça.

“A OAB possui um rigoroso Código de Ética e Disciplina e não compactua com desvios praticados por seus inscritos. Diante de indícios de infração ética, a Ordem instaura os procedimentos cabíveis e, assegurados o contraditório e a ampla defesa, aplica as sanções previstas no Estatuto da Advocacia, inclusive, nos casos legalmente previstos, a exclusão dos quadros da instituição.

“A advocacia brasileira não pode ser responsabilizada coletivamente por condutas individuais. Os graves problemas éticos que atingem o sistema de Justiça exigem apuração rigorosa e responsabilização de quem efetivamente tenha cometido ilícitos, seja qual for a função ou posição ocupada.

“A OAB não aceita a criminalização da advocacia. A entidade exige respeito às advogadas e aos advogados brasileiros, que diariamente exercem sua profissão em defesa da liberdade, da Justiça e do Estado Democrático de Direito.”

publicidadeTodo conteúdo