O ministro Jorge Messias, da AGU (Advocacia Geral da União), vai se reunir nesta 5ª feira (27.ago.2026) com o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Edson Fachin. A reunião deve tratar das tensões entre o ministro André Mendonça e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Como presidente do tribunal e colega de Mendonça, Fachin já discutiu o assunto com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, e com o próprio Andrei. O encontro entre Messias e Fachin está previsto na agenda do presidente do tribunal para a tarde desta 5ª feira.
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publicidade publicidadeAndré Mendonça tem se queixado da condução da PF nos inquéritos sob sua relatoria, em especial as investigações contra o Banco Master, sobre as fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha —filho mais velho de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O gabinete do ministro avalia que houve demora para prestar informações ao Supremo, sem repassar as provas já colhidas ou indicar o direcionamento das investigações. A PF demorou ao menos 7 meses para enviar as informações sobre Lulinha ao relator. Por sua vez, o chefe da PF tem se queixado de interferência indevida no trabalho da corporação, responsável por conduzir as investigações criminais.
publicidadePara distensionar a relação, Mendonça chegou a se reunir com o chefe de Andrei, o ministro Wellington Lima e Silva, para tratar do assunto. Messias, que, além de chefiar a AGU, é próximo de Mendonça, tornou-se um dos principais articuladores do Executivo para contornar o conflito com o ministro do Supremo. Messias e Fachin trataram diretamente do encontro desta 5ª feira.
publicidade publicidade ENTENDAUm dos principais pontos de atrito na relação entre PF e Mendonça aconteceu em meados de julho, quando o ministro determinou que fossem apresentados todos os elementos colhidos na operação “Sem Desconto”, que apura fraudes no INSS. A PF, por sua vez, alegou falta de pessoal e pediu novo prazo para apresentar as informações.
Foi por meio do inquérito relacionado às fraudes no INSS que a PF encontrou indícios para pedir a abertura de investigações contra a lobista Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha —filho do presidente Lula.
Com as informações colhidas no celular da lobista, a PF pediu a abertura de outros 3 inquéritos contra Lulinha: 2 foram sorteados para a relatoria de Mendonça e 1 para o ministro Flávio Dino.
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