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Mendonça deixa sociedade do Instituto Iter e nega receber lucro

Mendonça deixa sociedade do Instituto Iter e nega receber lucro
Reportagens mostram que a instituição faturou milhões em contratos públicos o ministro continuará só como professor. Leia no Poder360.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, anunciou nesta 5ª feira (3.set.2026) que deixará a sociedade do Instituto Iter. O magistrado afirmou que cederá suas cotas e as da mulher “sem qualquer contrapartida financeira”. Segundo ele, a decisão foi tomada em conversa com o diretor-executivo da instituição, Victor Godoy, na 4ª feira (2.set).

Mendonça afirmou que “eventuais valores” recebidos pelo Iter “permanecerão integralmente destinados a fins sociais e educacionais conforme o ministro já havia decidido e anunciado no início deste ano“. Em fevereiro de 2026, o ministro havia dito que todos os lucros obtidos com o instituto seriam doados: “Vou separar 10% para o dízimo e os 90% restantes serão investidos em obras sociais e educação”.

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Reportagem do Estadão publicada em outubro de 2025 afirmou que o instituto havia recebido R$ 4,8 milhões em contratos públicos. Nesta 5ª feira (3.set), a revista Fórum disse que o faturamento é de R$ 10,8 milhões. O Iter declarou nesta 5ª feira (3.set) que “não houve qualquer distribuição de lucros ou dividendos”. Leia a íntegra da nota (PDF – 140 kB).

O magistrado disse que sua atuação no Iter será como professor.

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“O Instituto Iter nasceu de um sonho e de um propósito: formar líderes e gestores de excelência, com preparo técnico, visão pública e compromisso ético. Esse propósito não se altera. O Instituto segue sendo a instituição idealizada e fundada pelo Ministro André Mendonça, com o compromisso de seguir na mesma missão e com os mesmos valores”, disse a entidade.

Leia a íntegra da nota:

“O ministro André Mendonça decidiu deixar a sociedade do Instituto Iter, cedendo a totalidade de suas cotas e de sua esposa, sem qualquer contrapartida financeira.

“As cotas, e eventuais valores a elas correspondentes, permanecerão integralmente destinados a fins sociais e educacionais, conforme o ministro já havia decidido e anunciado no início deste ano.

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“Criado em 2024, o Instituto Iter será transformado em entidade sem fins lucrativos, reforçando sua vocação exclusivamente educacional e social. O ministro jamais auferiu lucro do instituto.

“A decisão foi tomada em 2 de setembro de 2026, quando o ministro, em conversa com o presidente do Instituto, Victor Godoy, orientou que se tomassem as providências necessárias nos termos aqui descritos.

Nessas condições, o ministro permanecerá prestando serviços exclusivamente acadêmicos, na qualidade de professor.”

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