Internautas relacionaram os protestos no Nepal em 2025 à sessão realizada nesta 3ª feira (15.set.2026) no Supremo Tribunal Federal para decidir se seria aberta uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. No X, comentários que nem sempre citam diretamente o magistrado defendem que os atos nepaleses sejam adotados no Brasil.
A referência ao Nepal surgiu em publicações que comentavam o julgamento no STF e as mensagens trocadas entre Moraes e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Nos conteúdos, usuários sinalizaram que uma mobilização como a registrada no país seria a resposta ao que chamavam de ?impunidade?.
publicidade Formulário de cadastro alertas grátis do Poder360 concordo com os termos da LGPD. Inscreva-se Inscreva-seEm 2025, manifestações no Nepal derrubaram o governo do então primeiro-ministro Khadga Prasad Oli. O estopim foi a decisão de bloquear o acesso a várias plataformas de redes sociais. Os protestos também foram motivados pela insatisfação de jovens com a corrupção, a desigualdade econômica e a falta de oportunidades.
publicidade publicidadeAs manifestações resultaram em prédios governamentais e residências de políticos incendiados, além de integrantes do governo agredidos pela multidão.
O termo ?Nepal? figurou entre os assuntos mais comentados no Brasil no X na tarde desta 3ª feira (15.set), bem como ?Supremo? e ?O STF?.
Eis algumas publicações:
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) também se manifestou no X. ?Por que Nepal tá nos assuntos mais comentados??, questionou o congressista, em publicação que chamava atenção para a coincidência entre o destaque ao termo e a data da sessão no STF.
publicidadeEm outra postagem, o mineiro incentivou a realização de um ato contra Moraes: ?Próxima sessão [do STF] o Brasil deveria parar e ir pras ruas. De preto, em luto por esse país. Um telão e a indignação das pessoas. E só?.
Em resposta, uma apoiadora escreveu que o Nepal já havia dado ?a dica? e que o Brasil deveria seguir, pois foi um ?sucesso?.
SESSÃO NO STFO STF adiou a decisão sobre a abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes por causa do pedido de vista do ministro Flávio Dino. Pelo regimento da Corte, ele pode devolver o processo em até 90 dias, o que abre a possibilidade de a análise ficar para depois das eleições de outubro.
O plenário do Supremo passou o dia inteiro discutindo se deveria ou não fazer o julgamento nesta 3ª feira (15.set). É que antes de o julgamento começar, o ministro decano (mais antigo da Corte), Gilmar Mendes, propôs a análise de uma questão de ordem. Argumentou que havia procedimentos errados adotados pelo colega André Mendonça e que seria necessário julgar o caso de Moraes na semana que vem, quando também seria analisado um pedido de suspeição do próprio Mendonça.
A sessão transcorreu cheia de ofensas e xingamentos entre os ministros.
Gilmar e Mendonça trocaram críticas e se referiram mutuamente como levianos. No fim da tarde, durante um novo bate-boca entre os 2 magistrados, Dino apresentou o pedido de vista e travou todo o processo. Nesse momento, ainda pediu a palavra a ministra Cármen Lúcia e apresentou seu voto a respeito da questão de ordem.
O placar sobre a proposta apresentada por Gilmar ficou assim:
pedido de vista ? Flávio Dino; a favor da questão de ordem ? 3 (Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes); contra a questão de ordem ? 4 (André Mendonça, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Luiz Fux); não votaram ? Dias Toffoli (suspeição) e Nunes Marques (impedido).Assista à íntegra da sessão (7h50min):
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