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Fachin adia julgamento do pedido para investigar Mendonça

Fachin adia julgamento do pedido para investigar Mendonça
Presidência considerou que pedido de vista de Flávio Dino também trava análise do pedido contra relator do Master. Leia no Poder360.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Edson Fachin, cancelou nesta 5ª feira (17.set.2026) a sessão que analisaria o pedido para investigar o ministro André Mendonça por abuso de autoridade na relatoria do caso Master. Estava marcada para 23 de setembro. Não há uma nova data. Leia a íntegra da decisão (PDF – 107 kB).

Fachin afirma que há uma questão de ordem em análise pelo plenário do Supremo para decidir se haverá um julgamento conjunto com o caso envolvendo o relatório da Polícia Federal sobre Alexandre de Moraes. 

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Ao determinar a redesignação da pauta de 23 de setembro, Fachin considerou não ser possível julgar o caso Mendonça sem antes concluir a análise da questão de ordem apresentada na 3ª feira (15.set.2026). Na ocasião, o julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Flávio Dino, que terá a possibilidade de adiar a questão por 90 dias corridos, ou seja, pode ficar tudo para depois das eleições.

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“Considerando a direta relação dos pontos contidos na Questão de Ordem referida acima com a apreciação destes autos, abarcando questionamento sobre a regularidade da própria relatoria, a inclusão em pauta será oportunamente redesignada“, declarou Fachin.

Eis o Gilmar sugeriu na questão de ordem:

1 – determinar, em razão da continência, a reunião e, por consequência, a tramitação conjunta da PET 16.662 e da PET 16.704; 2 – ordenar, após o apensamento dos feitos mencionados, a redistribuição na forma regimental; 3 – estipular, depois da redistribuição dos processos, a necessidade de notificação de todos os magistrados mencionados no processo do Banco Master, sobre os quais recaem indícios de recebimento de valores indevidos; 4 – determinar, depois da notificação referida, a abertura de prazos para manifestação do procurador-geral da República e dos juízes citados. MORAES X MENDONÇA

Mendonça é alvo de pedido formulado por Moraes para investigá-lo por abuso de autoridade e improbidade administrativa. O procedimento foi instaurado inicialmente no inquérito da fake news, mas Fachin avocou a relatoria do caso e determinou uma tramitação separada. 

O contra-ataque processual de Moraes se baseia em um relatório de inteligência da PF contra Mendonça. O documento interno e sem valor probatório indica que o ministro teria direcionado as investigações do Master contra o colega de toga. 

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A validade do documento culminou em uma guerra de liminares para afastar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Por decisão de Fachin, Rodrigues se mantém na chefia da corporação até que haja uma análise mais aprofundada sobre o tema. 

No julgamento de 3ª feira (15.set), Moraes afirmou que Mendonça conduziu as investigação com o objetivo de favorecer o grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Também disse ter “testemunhas” de que o relator pediu que a proposta de delação de Daniel Vorcaro incluísse seu nome.

Em resposta, Mendonça qualificou a fala de Moraes como uma “mentira”.

Assista ao vídeo (3min9s):

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