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Dino autoriza 3º inquérito contra Lulinha por tráfico de influência

Dino autoriza 3º inquérito contra Lulinha por tráfico de influência
Filho de Lula é alvo por suspeita de irregularidades junto ao Governo Federal defesa nega e fala em impacto eleitoral. Leia no Poder360.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura do 3º inquérito da Polícia Federal contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, além de uma investigação para apurar possíveis vazamentos de mensagens privadas do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com a lobista Roberta Luchsinger. 

O novo inquérito apura possível tráfico de influência de Lulinha para facilitar contratos do governo federal em favor da empresa de tecnologia 3Structure IT Ltda. Segundo dados do Portal da Transparência, a companhia mantém contratos de R$ 81 milhões com o governo. Desse total, mais de R$ 46 milhões já foram pagos.

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O advogado Marco Aurélio de Carvalho afirmou, ao Poder360, que a defesa tem confiança e respeito na atuação de Dino. Segundo Carvalho, que também coordena a campanha de Lula em São Paulo, o ministro tem autoridade e competência para lidar com a “instrumentalização política” de parte da PF. A defesa também nega irregularidades e pede que Lulinha seja ouvido formalmente. 

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Carvalho também defendeu a independência do delegado Andrei Rodrigues à frente da instituição, mas declarou que há  “tentativas de influenciar no processo eleitoral”  por parte de alguns investigadores.

OUTRAS INVESTIGAÇÕES

Além do caso sob a relatoria de Dino, há outros 2 inquéritos específicos no STF, sob a condução do ministro André Mendonça.

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No 1º, a PF busca provas sobre possível tráfico de influência de Lulinha junto ao Ministério da Saúde para a compra de insumos à base de cannabis. A investigação menciona a lobista e amiga de Lulinha, Roberta Luchsinger, e o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS –apontado como principal operador do esquema de fraudes no INSS.

No 2º, a PF quer apurar a ligação de Lulinha com Cléber Ribas de Oliveira, sócio da 3Structure IT. Os investigadores suspeitam que Ribas buscou contratos na Dataprev, empresa de tecnologia do governo federal, e em outros órgãos, e que bancou ao menos uma viagem para Lulinha em troca de portas abertas no governo.

A apuração identificou que Lulinha e Ribas fizeram uma viagem com o mesmo localizador em 15 de dezembro de 2024, com destino a Foz do Iguaçu. Para a PF, esse elemento indica que o empresário arcou com as despesas do filho do presidente.

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Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., em 30 de julho, Lula disse que Lulinha responderá sem nenhum tratamento diferenciado. Mas ressaltou que o filho é usado para “minar” sua reputação política desde a campanha das eleições de 2006.

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