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Advogado diz que Moraes perdeu prazo em processo nos EUA

Advogado diz que Moraes perdeu prazo em processo nos EUA
Defesa afirma que AGU pediu extinção do processo nos EUA alegando imunidade soberana plataformas acusam censura. leia no Poder360

O advogado norte-americano Martin de Luca disse nesta 3ª feira (16.jun.2026) que o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes perdeu o prazo para se manifestar no processo que é movido contra o magistrado pelas empresas Rumble e Trump Media & Technology Group Corp.. O caso analisa se houve violação às leis norte-americanas de liberdade de expressão em decisões de Moraes.

Em seu perfil no X, o advogado, que representa as duas empresas, disse que “não houve pedido de prorrogação de prazo” por parte de Moraes. De acordo com ele, o prazo acabou na 2ª feira (15.jun.2026).

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Na publicação, de Luca também afirma que representantes do governo do Brasil compareceram “para argumentar sobre a soberania brasileira e esclareceram que não representavam Moraes”. Segundo o defensor, “argumentar sobre a soberania brasileira enquanto Moraes viola simultaneamente leis norte-americanas é um direito do governo do Brasil”.

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A manifestação à Justiça da Flórida foi feita pela AGU (Advocacia-Geral da União), que solicitou a extinção do caso sem julgamento do mérito.

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Na petição, o governo brasileiro alega que “atos jurisdicionais soberanos à apreciação de cortes de outros países implicam grave ofensa à imunidade de jurisdição”, o que impede tribunais dos EUA de julgarem a validade de atos oficiais praticados por governos estrangeiros em seus próprios territórios.

A AGU se manifestou por determinação do ministro do STF Edson Fachin depois que a Justiça dos Estados Unidos autorizou que Moraes fosse notificado por e-mail sobre a abertura da ação no país, o que permitiu o avanço do caso.

O processo foi aberto pelas plataformas em fevereiro na Justiça Federal norte-americana. As empresas alegam que ordens de remoção de contas de usuários alinhados à direita no Brasil configuram censura ilegal e violam a Primeira Emenda da Constituição dos EUA.

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