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Trump diz não se importar com presença do Irã na Copa do Mundo

Trump diz não se importar com presença do Irã na Copa do Mundo
Federação Iraniana de Futebol diz ser improvável a participação no mundial por causa da guerra no Oriente Médio. Leia no Poder360.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), disse que não faz diferença para ele se o Irã participará ou não da Copa do Mundo de 2026. ?Eu realmente não me importo?, declarou em entrevista ao Politico na 3ª feira (3.mar.2026). E acrescentou: ?Acho que o Irã é um país muito derrotado. Eles estão funcionando no limite?.

De acordo com o Politico, a delegação iraniana não compareceu a uma reunião de planejamento da Fifa (Federação Internacional de Futebol) realizada esta semana em Atlanta com as nações participantes do Mundial. A ausência levanta dúvidas sobre a presença do país no torneio, que será realizado nos Estados Unidos, no Canadá e no México a partir de junho. O Irã foi a 1ª seleção a se classificar para a competição, por meio das Eliminatórias Asiáticas.

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No fim de semana, após o início da ofensiva militar dos EUA e de Israel contra o Irã, o presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, colocou em dúvida a participação da seleção do país. Disse no sábado (28.fev), em entrevista à emissora estatal IRIB Tehran, citada pelo jornal esportivo espanhol Marca, que a presença na Copa era ?improvável?.

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Segundo Taj, ?com tudo o que aconteceu hoje e com esse ataque dos EUA, é improvável que possamos esperar pela Copa do Mundo. Mas são os dirigentes esportivos que devem decidir sobre isso?.

A Fifa não quis comentar o assunto. Historicamente, a organização tenta evitar que questões geopolíticas ofusquem a Copa do Mundo. Também no fim de semana, o secretário-geral da entidade, Mattias Grafström, declarou que ainda era prematuro saber detalhes sobre a presença iraniana no sorteio.

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?Tivemos o sorteio final em Washington, com a participação de todas as equipes e, naturalmente, nosso objetivo é realizar uma Copa do Mundo segura, com a participação de todos?, disse a jornalistas.

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Com uma guerra em andamento ?na qual um país-sede atacou um participante, que, por sua vez, lançou ataques contra outras nações competidoras?, a perspectiva de jogadores iranianos e autoridades ligadas ao governo viajarem para os Estados Unidos tem se tornado um dos pontos mais sensíveis do mundo esportivo.

A seleção iraniana está no Grupo G e enfrentaria a Nova Zelândia em Los Angeles (Califórnia) em 15 de junho. Depois, jogaria contra a Bélgica em Los Angeles (California) em 21 de junho. O último jogo da fase de grupos seria contra o Egito em Seattle (Washington) em 26 de junho. A base da seleção seria no Kino Sports Complex, em Tucson (Arizona).

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Caso os Estados Unidos e o Irã terminem em 2º lugar em seus respectivos grupos, poderiam se enfrentar em partida eliminatória em 3 de julho na cidade de Dallas (Texas).

ATAQUES AO IRÃ

No sábado (28.fev.2026), os EUA e Israel iniciaram uma ofensiva militar contra o Irã. Além de Teerã, capital iraniana, ao menos outras 18 localidades também foram atingidas. O espaço aéreo do Irã foi fechado.

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Entre os locais atingidos estão: Teerã, Abyek, Karaj, Tabriz, Urmia, Kermanshah, Lorestan, Qom, Ilam, Khorramabad, Dezful, Shiraz, Bushehr, Bandar Abbas, Minab, Asaluyeh, Konarak, Chabahar e Isfahan.

No anúncio do início da campanha militar, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou que o objetivo era pôr fim ao programa nuclear do regime persa e atuar em defesa dos norte-americanos. Trump também disse que a ?a hora da liberdade? dos iranianos estava próxima.

Mais tarde, Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (Likud, direita), confirmaram a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, de 86 anos, em 1 dos ataques realizados na manhã de sábado (28.fev) em Teerã. Posteriormente, o governo iraniano corroborou a informação e decretou 40 dias de luto oficial.

Foi formado um conselho composto por 3 integrantes para exercer as funções do líder supremo. Integram o grupo interino o aiatolá Alireza Arafi, o presidente do país, Masoud Pezeshkian, e o chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni Ejei.

ESCALADA NA TENSÃO

O ataque dos EUA ao Irã foi realizado depois de semanas de tensão entre os 2 países. Em 19 de fevereiro, Trump afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria dar ?um passo adiante? em relação a um ataque contra o país persa.

Depois, o republicano declarou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma ?vitória fácil? dos norte-americanos.

No discurso do Estado da União, na 3ª feira (24.fev), Trump disse que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã pronunciar ?aquelas palavras mágicas: ?nunca teremos uma arma nuclear??. No pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que o regime persa ?já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e está trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegarão aos EUA?.

As declarações de Trump foram feitas enquanto o país realizava conversas diplomáticas com o Irã, que não resultaram em acordo.

Uma autoridade sênior do Irã disse à Reuters que o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA se os norte-americanos reconhecessem o seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.

Leia mais sobre o ataque de Israel e dos EUA ao Irã:

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