O número de mortos nas inundações que atingiram o Nepal e o Tibete, na China, subiu para 494 nesta 6ª feira (28.ago.2026). As equipes de resgate continuam procurando mais de 1.500 desaparecidos depois de uma enxurrada de água, lama e detritos atingir comunidades na região do Himalaia na 4ª feira (26.ago.).
A Polícia do Nepal informou que 489 corpos haviam sido encontrados até o meio-dia desta 6ª feira, segundo o The New York Times. No Tibete, o número de mortos subiu para 5, de acordo com a emissora estatal chinesa CCTV.
Formulário de cadastro alertas grátis do Poder360 concordo com os termos da LGPD. Inscreva-se Inscreva-se publicidade publicidadeAo todo, 1.535 pessoas estão desaparecidas nos 2 lados da fronteira. A autoridade de gestão de desastres do Nepal contabiliza 977 desaparecidos no país, enquanto a China mantém 558 pessoas sem localização no Tibete, segundo a agência Associated Press. Centenas são estrangeiros que estavam na região para trabalhar, fazer trilhas ou peregrinar ao monte Kailash, considerado sagrado por hindus e budistas.
O balanço divulgado pela Polícia do Nepal nas primeiras horas desta 6ª feira (28.ago) ainda contabilizava 469 corpos encontrados. A atualização posterior acrescentou outras 20 mortes. Dos 489 corpos recuperados até o meio-dia, 393 ainda não haviam sido identificados.
publicidadeAs operações de busca continuam em áreas cobertas por lama e destroços. Segundo a AP, equipes retiraram sobreviventes cobertos de lama enquanto helicópteros transportavam moradores isolados para áreas seguras. Mais de 3.000 pessoas foram levadas para locais seguros no Nepal.
publicidade publicidadeAs enchentes destruíram casas, estradas e pontes e interromperam o deslocamento por partes da região. Imagens divulgadas depois da tragédia mostram veículos soterrados, construções cobertas por lama e comunidades praticamente destruídas.
As autoridades nepalesas também permanecem em alerta para o risco de novas inundações. Um lago formado por um deslizamento na região da fronteira começou a transbordar nesta 6ª feira (28.ago.), o que levou à interrupção temporária das buscas. As operações foram retomadas depois que o risco diminuiu, segundo a agência Reuters.
Assista (2min20s):
CAUSA DA ENCHENTEAs primeiras informações indicavam que um terremoto de magnitude 4,4 provocou o deslizamento. O USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos), no entanto, corrigiu a avaliação e informou que não houve terremoto. Segundo o órgão, o sinal sísmico detectado foi produzido pelo colapso de gelo e rochas de uma geleira e pelo fluxo de detritos.
O colapso de uma geleira foi apontado como a causa de uma torrente de rochas, gelo, lama e detritos que desceu pelos rios do Himalaia e atingiu aldeias e infraestruturas ao longo de uma rota utilizada por excursionistas. A CNN analisou imagens de satélite que mostram o ponto onde cientistas acreditam que parte de uma geleira se desprendeu da montanha.
publicidadeAutoridades chinesas também monitoram um lago represado rio acima, que pode representar risco de uma nova inundação, principalmente diante da previsão de chuvas, segundo a Reuters.
Índia, Estados Unidos, União Europeia, Austrália, Noruega e organizações internacionais anunciaram ajuda às regiões atingidas. O Itamaraty disse na 4ª feira (26.ago.) que não havia registro de brasileiros entre as vítimas e disse que as embaixadas em Katmandu e Pequim acompanham a situação.
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