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Ministro de El Salvador diz que impunidade caiu de 97% a zero

Ministro de El Salvador diz que impunidade caiu de 97% a zero
Gustavo Villatoro atribui redução à estratégia de combate às organizações criminosas adotada pelo governo Nayib Bukele. Leia no Poder360.

O ministro da Segurança Pública e Justiça de El Salvador, Gustavo Villatoro, afirmou nesta 2ª feira (31.ago.2026) que a impunidade para homicídios no país caiu de 97% para zero depois da adoção da estratégia de combate às organizações criminosas pelo governo do presidente Nayib Bukele (Nuevas Ideas, direita).

A declaração foi feita durante evento sobre segurança pública promovido pela Fiesp, em São Paulo. A participação de Villatoro foi realizada 1 dia depois de um encontro com o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que afirmou ter se inspirado na experiência de El Salvador para elaborar seu plano de combate ao crime organizado.

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Segundo Villatoro, a taxa de impunidade era de 97% quando o país enfrentava altos índices de violência. Ele afirmou que, naquele período, o Estado conseguia solucionar apenas 3 de cada 100 homicídios.

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O ministro afirmou que a alta impunidade criava um ambiente favorável à atuação das organizações criminosas. Segundo ele, a possibilidade de não serem responsabilizados tornava os crimes mais vantajosos para os criminosos.

“O crime rendia muito com impunidade. Por exemplo, se você tem 97% de impunidade no país em questões de homicídios, de assassinatos, isso realmente para eles é maravilhoso, é muito lucrativo”, declarou.

Villatoro comparou a impunidade a um investimento financeiro. Segundo ele, os criminosos buscavam atuar onde havia maior possibilidade de obter retorno sem serem responsabilizados.

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“É a mesma coisa do investimento no banco: você vai colocar o seu dinheiro onde ele rende mais. Então, você vai ter mais sucesso com mais impunidade”, afirmou.

Queda nos homicídios

Villatoro apresentou números para comparar a situação de El Salvador antes e depois da política de segurança do governo Bukele. Segundo ele, o país registrou 3.962 homicídios em 2015 e 32 em 2025.

O ministro afirmou que, com a mudança da política de segurança, os homicidas passaram a ser encaminhados à Justiça.

“A partir do ano passado, esses 82 assassinatos aqui, não existe um que não tenha sido levado para a Justiça. Ou seja, a impunidade no país em questões de assassinatos, hoje em dia, eu posso lhes garantir que é zero”, afirmou.

Na sequência, Villatoro mencionou outro número de homicídios e voltou a afirmar que a impunidade havia chegado a zero.

“Dos 48 assassinatos durante o ano todo, a impunidade é zero. Isso é o Estado. Isso é o Estado funcional. Um Estado, um verdadeiro Estado de direito, que acaba trabalhando para seus cidadãos”, disse.

Organizações criminosas

Segundo Villatoro, a estratégia adotada pelo governo passou a considerar as organizações criminosas como estruturas que exerciam funções próprias do Estado em determinados territórios.

O ministro afirmou que as organizações controlavam comunidades, cobravam extorsões e impunham sua própria justiça. Segundo ele, moradores recorriam aos líderes das facções para solucionar conflitos em vez de procurar a polícia ou a Justiça.

“Quando eu tinha um problema da comunidade, vocês acham que eles procuravam a polícia ou procuravam o juiz de paz para que intermediasse a situação? Claro que não. O salvadorenho ia falar com o chefe da facção e aquela pessoa da facção era que impunha a justiça com mão forte”, declarou.

Villatoro afirmou que essa estrutura representava um “Estado criminal paralelo” e disse que o governo passou a combater as organizações como um todo, e não apenas indivíduos acusados de crimes.

O ministro também disse que as organizações criminosas tinham mais de 40.000 integrantes e que os homicídios eram cometidos por ordem da própria estrutura.

“Nenhum deles matava porque queria matar. Ele simplesmente matava somente quando a organização dava ordem para ele executar alguém e a quem executar”, disse.

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