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Leia o que os EUA dizem do Brasil em nova proposta de tarifaço

Leia o que os EUA dizem do Brasil em nova proposta de tarifaço
Relatório do USTR diz que país não barra importações feitas com trabalho forçado governo propõe taxa de 12,5%. Leia no Poder360.

Resumido por Omeloton IA:

O governo dos Estados Unidos citou o Brasil em relatório usado para embasar a proposta de tarifa adicional de 12,5% sobre produtos importados de 59 países, além da União Europeia. O documento, divulgado pelo USTR (Representante Comercial dos EUA) na 3ª feira (2.jun.2026), trata de falhas no combate à entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

A investigação foi conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento que permite aos EUA aplicar tarifas e outras sanções contra práticas consideradas prejudiciais ao comércio norte-americano. A proposta ainda passará por consulta pública.

A principal conclusão sobre o Brasil está no resumo executivo. O país integra o grupo de 54 economias que, segundo o USTR, não impuseram uma proibição legal à importação de bens produzidos total ou parcialmente com trabalho forçado nem fiscalizam de forma efetiva uma regra desse tipo.

O órgão americano diz que essa falha é irrazoável por 4 motivos: prejudica o objetivo de eliminar o trabalho forçado; permite que empresas que usam trabalho forçado tenham custos menores; reduz a rentabilidade de empresas que não usam trabalho forçado; contribui para contornar proibições já existentes em outros países.

O relatório registra que o Brasil disse proibir importações feitas com trabalho forçado por meio de compromissos assumidos em acordos de investimento e de livre comércio. O USTR rejeita o argumento e afirma que essas regras não equivalem a uma proibição legal da entrada de mercadorias produzidas total ou parcialmente com trabalho forçado em outro país e vendidas no mercado brasileiro.