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Juiz manda acusado de matar Charlie Kirk a julgamento nos EUA

Juiz manda acusado de matar Charlie Kirk a julgamento nos EUA
Tyler Robinson, de 23 anos, vai responder por homicídio qualificado se for condenado, pode enfrentar pena de morte. Leia no Poder360.

Um juiz de Utah, nos Estados Unidos, determinou na 3ª feira (1º.set.2026) que o réu Tyler Robinson, acusado de matar o ativista de direita Charlie Kirk, irá a julgamento. Se for condenado por homicídio qualificado, Robinson pode enfrentar a pena de morte.

O magistrado Tony Graf acolheu o pedido da promotoria, que afirma ter ?uma montanha de evidências? de que Robinson disparou o tiro que atingiu o pescoço de Kirk enquanto ele discursava na Universidade do Vale de Utah, em setembro de 2025.

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A decisão abriu caminho para que Robinson responda por homicídio qualificado. Segundo a acusação, o disparo criou um grande risco de morte para outras pessoas presentes no evento.

O réu, de 23 anos, se declarou inocente de todas as acusações. Ele se entregou à polícia 1 dia depois do atentado.

Após a decisão, a família de Kirk classificou o avanço do processo como ?um passo importante na busca da nossa família por justiça?.

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Em nota, afirmou que ?cada etapa deste processo carrega o peso de tudo o que o assassinato de Charlie tirou de sua família, especialmente de seus filhos, que crescerão sem o pai?.

ACUSAÇÃO

Os promotores alegam que Robinson disparou contra Kirk de um telhado a mais de 120 metros de distância e que estaria ciente de que poderia errar o alvo e atingir outras pessoas no evento ao ar livre.

?Tyler James Robinson atirou e matou Charlie Kirk porque discordava dele, e o fez disparando um rifle de alta potência contra uma multidão de mais de 3.000 pessoas, o que criou um grande risco de morte que qualquer pessoa reconheceria?, disse o promotor Ryan McBride, citado pela Associated Press.

Graf tinha a opção de enviar o caso a julgamento com a acusação de homicídio simples, que estabelece pena inferior à do homicídio qualificado.

DEFESA

A defesa de Robinson tentou afastar a possibilidade da pena de morte. Staci Visser, advogada do réu, argumentou que os promotores buscavam ?encaixar forçosamente? o caso no estatuto de homicídio qualificado de Utah.

A defesa afirmou que a jurisprudência exigia que os promotores demonstrassem que Robinson conscientemente criou um grande risco de morte para outras pessoas, e não apenas que existisse a possibilidade de alguém ser atingido.

De acordo com a advogada, Kirk estava sentado em um palco elevado, sem ninguém imediatamente próximo, quando foi atingido por um único tiro no pescoço.

?Há um disparo. Há uma bala. Há uma vítima?, afirmou Visser, segundo a AP. ?Não há nenhuma evidência de que qualquer ação foi tomada em direção a outras pessoas.?

Em resposta, o promotor Chad Grunander disse que a alegada arma do crime, um rifle de ferrolho, estava carregada com munições adicionais que não foram disparadas, sugerindo que Robinson ?veio preparado para atirar novamente?.

Investigadores apresentaram análises de DNA que, segundo afirmam, vinculam Robinson ao rifle e a uma ferramenta que ele teria usado para gravar os cartuchos. Os advogados de defesa questionaram a confiabilidade dos testes de DNA.

MOTIVAÇÃO POLÍTICA

Robinson também pode ter a pena agravada se os promotores conseguirem provar que o ataque a Kirk foi motivado por suas posições políticas.

Antes de sua morte, Kirk, de 31 anos, e a organização Turning Point USA mobilizaram o voto conservador jovem em apoio ao presidente Donald Trump (Partido Republicano), que na época buscava um 2º mandato.

Os promotores argumentam que uma bala encontrada no rifle, gravada com a frase ?Ei, fascista! PEGA!?, indica que Kirk foi alvo do atentado por causa de suas posições políticas. A acusação também alega que Robinson escreveu em uma mensagem de texto: ?Já tinha ódio o suficiente dele [Kirk]. Alguns ódios não podem ser negociados.?

A defesa contesta que os promotores tenham evidências suficientes para comprovar uma motivação política.

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