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França declara 2026 como ano de resistência contra Shein

França declara 2026 como ano de resistência contra Shein
Governo francês propõe medidas para proteger empresas nacionais da concorrência com varejistas globais. Leia no Poder360.

O ministro francês das pequenas e médias empresas, Serge Papin, disse nesta 5ª feira (5.fev.2026) que 2026 será um “ano de resistência” contra varejistas online como a Shein. Segundo o ministro, essas plataformas representam concorrência desleal para o comércio tradicional francês, por não seguirem as mesmas regulamentações. As informações são da agência de notícias Reuters.

Tribunal de Paris analisa recurso contra uma decisão judicial de dezembro que negou a suspensão das atividades da Shein por 3 meses. O pedido de suspensão foi motivado pela descoberta de bonecas sexuais com aparência infantil à venda no marketplace da empresa.

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Papin classificou as infrações atribuídas à Shein como “sistêmicas” e demonstrou confiança de que o tribunal reconhecerá que a plataforma representa uma “perturbação à ordem pública”.

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A Shein vende roupas e acessórios a preços baixos, com envio direto de fábricas chinesas para consumidores em diversos países. O avanço dessas plataformas reduziu o espaço do comércio tradicional francês. Para equilibrar a concorrência, a França passará a cobrar uma taxa de 2 euros sobre produtos semelhantes aos da Shein, válida a partir de 1º de março.

A União Europeia também adotará medidas restritivas, com a introdução de uma taxa de 3 euros no verão europeu sobre pequenas encomendas anteriormente isentas de tarifas. O objetivo é limitar as vendas da Shein e de plataformas similares no continente.

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Dois legisladores franceses estão elaborando um projeto de lei que permitirá ao governo suspender plataformas on-line sem necessidade de aprovação judicial, segundo informou Papin. O ministro também manifestou interesse em ver as vendas da Shein diminuírem na França.

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