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Lula critica divisão regional e rejeita ingerência na América Latina

Lula critica divisão regional e rejeita ingerência na América Latina
Presidente foi aplaudido ao afirmar que falta de integração torna países mais frágeis discurso ocorreu fórum econômico no Panamá.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta 4ª feira (28.jan.2026) o que ele avalia ser uma divisão política da América Latina. Defendeu uma integração regional pragmática, sem interferências externas. ?Essa é a única doutrina que nos convém: seguir divididos nos torna todos mais frágeis?, afirmou Lula.

Ele deu a declaração ao discursar no Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe, na Cidade do Panamá.

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Sem citar o nome do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), Lula criticou a operação que resultou na captura de Nicolás Maduro (PSUV, esquerda). ?A história mostra que o uso da força jamais pavimentará o caminho para superar as mazelas que afligem este hemisfério que é de todos nós?, disse o presidente brasileiro. Ao citar que hemisfério é de ?todos?, Lula faz uma referência direta à posição da Casa Branca.

O Planalto acompanha com preocupação a estratégia de segurança dos EUA. O plano de Washington retoma princípios da Doutrina Monroe, com o reforço da influência norte-americana no Hemisfério Ocidental.

Assista ao vídeo (4min52s):

CRÍTICA À PARALISAÇÃO DA INTEGRAÇÃO

Para Lula, o ambiente regional passou a oferecer menos instâncias efetivas de articulação política. Ele fez um diagnóstico duro sobre o estado atual da integração latino-americana. Segundo ele, a região vive ?um dos momentos de maior retrocesso em matéria de integração?.

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O petista chamou de ?fracasso? o fato de a Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) não conseguir ?produzir nem mesmo uma única declaração contra intervenções militares ilegais que abalam a nossa região?.

Mencionou que a Unasul, que funcionou de 2003 a 2014, ?sucumbiu ao peso da intolerância que impediu a convivência de visões diferentes?. Para Lula, a região voltou a ser ?dividida, mais voltada para fora do que para si própria?.

DEFESA DE MODELO PRÓPRIO

Lula defendeu que a América Latina desenvolva um modelo próprio de integração, sem copiar estruturas de outras regiões: ?Devemos olhar para a União Europeia como uma referência positiva, mas sem ignorar todas as diferenças históricas, econômicas e culturais?.

?Não vivenciamos graves conflitos religiosos ou culturais e contamos com uma predominância de governos eleitos democraticamente?, afirmou.

Leia outros assuntos abordados por Lula em seu discurso:

Canal do Panamá ? ?O Brasil defende a neutralidade do Canal do Panamá, administrado de forma eficiente, segura e não-discriminatória há quase 3 décadas?; ativos regionais ? ?Contamos com potencial energético, possuímos variadas condições para produção de alimentos, abrigamos a maior floresta tropical do planeta, mais de 1/3 das reservas de água doce do mundo?; mercado regional ? ?Somos um mercado consumidor expressivo de 660 milhões de pessoas. Não vivenciamos graves conflitos religiosos ou culturais e contamos com uma predominância de governos eleitos democraticamente?. LULA NO PANAMÁ

O fórum reúne chefes de Estado da região, incluindo os presidentes de Colômbia, Bolívia, Equador e Guatemala, além do presidente eleito do Chile, José Antonio Kast. Após o discurso, Lula terá reunião bilateral com Mulino, no Palácio de las Garzas.

Assista à íntegra do discurso de Lula (48min32):

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