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Lula celebra desemprego no menor nível em mensagem de Ano Novo

Lula celebra desemprego no menor nível em mensagem de Ano Novo
Dados mostram melhora no mercado de trabalho, mas Selic alta e trajetória fiscal mantêm incertezas para 2026. Leia mais no Poder360.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou nesta 4ª feira (31.dez.2025) uma mensagem de Ano Novo em seu perfil no X na qual destacou indicadores econômicos positivos de 2025. O discurso enfatiza avanços no mercado de trabalho e nos ativos financeiros, mas deixa de lado desafios fiscais e monetários que seguem determinantes para a sustentabilidade desses resultados.

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Entre os dados citados estão a taxa de desemprego de 5,2%, a menor da série histórica, e 103 milhões de pessoas ocupadas, segundo a Pnad Contínua, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A taxa recuou de 5,6% no trimestre encerrado em agosto para 5,2% nos três meses até novembro. Mesmo assim, o país ainda registra 5,6 milhões de pessoas desocupadas.

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Lula também mencionou os 39,4 milhões de trabalhadores com carteira assinada e o rendimento médio de R$ 3.574. O discurso concentra-se no mercado de trabalho, área vista pelo governo como central para sustentar apoio político, sobretudo da classe média.

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No mercado financeiro, o presidente destacou a alta de 34% do Ibovespa e a valorização de 11,1% do real frente ao dólar. Os números refletem um dos melhores desempenhos desde 2016.

A mensagem cita ainda a inflação acumulada no menor nível em 4 anos, 9 milhões de turistas estrangeiros e US$ 84,2 bilhões em investimento direto de janeiro a novembro.

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Ficaram fora do discurso temas centrais para a continuidade desses resultados. A taxa Selic segue em 15% ao ano, restringindo crédito e consumo. O Banco Central sustenta que persistem incertezas sobre inflação e contas públicas, justificando a manutenção de uma política monetária restritiva.

No campo fiscal, o deficit fiscal permanece alto, sem indicação clara de quando começará a cair, enquanto a dívida pública segue pressionada pelo custo dos juros. A dívida bruta atingiu 78,6% do PIB, cerca de 7 pontos percentuais acima do nível observado no início do atual mandato, em janeiro de 2023.

A mensagem termina com votos de Ano Novo assinados por Lula e pela primeira-dama Janja e a promessa de “entregar muito mais” em 2026.

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