O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tratou da crise na Venezuela em um telefonema com o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, nesta 6ª feira (9.jan.2026), dando sequência a uma ofensiva diplomática do Planalto voltada à articulação de uma saída política negociada para o país vizinho.
De acordo com o governo brasileiro, os líderes destacaram a importância da declaração conjunta divulgada por Brasil, Espanha, Chile, Colômbia, México e Uruguai, que rejeita a divisão do mundo em zonas de influência e condena o uso da força nas relações internacionais sem respaldo da Carta da ONU (Organização das Nações Unidas).
publicidade Formulário de cadastro alertas grátis do Poder360 concordo com os termos da LGPD. Inscreva-se Inscreva-seA conversa ocorreu em meio ao aumento das tensões na América Latina e a uma série de contatos de Lula com chefes de Estado sobre a situação venezuelana. Um dia antes de falar com Sánchez, o presidente já havia conversado com líderes da Colômbia, do México e do Canadá.
publicidade publicidadeOs 2 governantes saudaram ainda o anúncio da libertação de presos venezuelanos e estrangeiros, entre eles 4 cidadãos espanhóis. A medida foi comunicada na 5ª feira (8.jan) pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, em Caracas.
Durante o telefonema, Lula confirmou o envio, nesta 6ª feira (9.jan.2026), de 40 toneladas de insumos e medicamentos de hemodiálise para recompor os estoques de um centro de distribuição atingido pelos bombardeios norte-americanos realizados em 3 de janeiro.
No diálogo, Lula e Sánchez também abordaram a organização de uma nova edição do foro “Em Defesa da Democracia – Combatendo os Extremismos”, programada para ocorrer nos próximos meses na Espanha. O encontro dará continuidade às reuniões realizadas anteriormente em Santiago e em Nova York.
publicidadeLula recebeu o telefonema de Sanchéz depois da aprovação do acordo Mercosul–União Europeia pelo Conselho Europeu. O petista agradeceu o empenho do governo espanhol nas negociações e afirmou esperar que o tratado resulte em benefícios concretos para as populações dos 2 blocos.
O acordo, negociado ao longo de 25 anos, reúne blocos que somam 718 milhões de pessoas e um PIB conjunto de US$ 22,4 trilhões. O governo brasileiro vê o avanço do tratado como um sinal em defesa do multilateralismo e como resposta ao crescimento de políticas protecionistas no cenário internacional.
O Planalto tem buscado se posicionar como articulador do diálogo regional, defendendo soluções pacíficas e negociadas para a Venezuela e evitando discursos de confronto. A aposta do governo é na cooperação política e econômica como eixo da política externa brasileira.
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