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Janja questiona por que processo de Flávio segue em sigilo

Janja questiona por que processo de Flávio segue em sigilo
Primeira-dama compartilhou vídeo em que Haddad cobra divulgação de investigação sobre filho de Bolsonaro no caso Master. Leia no Poder360.

A primeira-dama Janja Lula da Silva publicou nesta 4ª feira (9.set.2026) um vídeo em que o candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), questiona por que as investigações envolvendo o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) seguem sob sigilo no caso do Banco Master. A manifestação se dá no mesmo dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a abertura dos sigilos de todos os envolvidos no caso Master.

No vídeo compartilhado por Janja, Haddad questiona por que o processo relacionado a Flávio não pode ser conhecido pelos eleitores antes das eleições de 4 de outubro. O petista cita as investigações sobre o financiamento do filme ?Dark Horse?, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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?Por que que o processo do Flávio Bolsonaro segue em sigilo? [?] Por que que o processo do Flávio Bolsonaro não pode ser conhecido do eleitor brasileiro??, questiona Haddad no vídeo. Na legenda da publicação, Janja escreveu: ?Por quê??.

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O ex-ministro da Fazenda critica o que chama de tratamento seletivo na divulgação de informações das investigações. ?Se é para expor, expõe tudo, sem seletividade?, afirma.

A declaração se dá depois de Lula publicar nesta 4ª feira (9.set) um texto em suas redes sociais no qual defende a quebra completa dos sigilos das investigações do caso Master. O presidente afirmou que ?o Brasil precisa saber a verdade? e defendeu que as informações sejam divulgadas ?seja quem for, doa a quem doer?.

FLÁVIO E VORCARO

O senador e candidato à Presidência negociou com Vorcaro o financiamento do filme ?Dark Horse?, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. Registros de conversas mostram Flávio pedindo recursos ao empresário para a produção do longa.

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O site Intercept Brasil revelou documentos e as conversas que apontam um acordo de quase US$ 24 milhões para financiar o filme. Segundo os documentos, US$ 10,6 milhões (R$ 61 milhões) foram repassados de fevereiro a maio de 2025 ao Havengate Development Fund LP, nos Estados Unidos. O fundo é ligado ao advogado de Eduardo Bolsonaro (PL), Paulo Calixto. No 1º momento, Flávio negou o financiamento do Master e o contato com Daniel Vorcaro. Depois, confirmou.

O Banco Master também pagou R$ 2,3 milhões à Entre Investimentos, empresa usada para repassar dinheiro ao filme.

Flávio manteve contato direto com Vorcaro por mensagens e ligações e se encontrou com o banqueiro em São Paulo depois da 1ª prisão dele, no fim de 2025. O senador afirmou que a reunião teve como objetivo colocar um ?ponto final? na relação com Vorcaro, que era investidor do filme.

Em 16 de novembro de 2025, Flávio Bolsonaro enviou uma mensagem a Daniel Vorcaro. O senador se referiu ao ex-banqueiro como ?irmão? e declarou que estaria ao seu lado ?sempre?. No dia seguinte, em 17 de novembro, Vorcaro foi preso pela Polícia Federal.

Em abril de 2025, o escritório de advocacia de Flávio emitiu 3 notas fiscais de R$ 500 mil para cobrar serviços de consultoria jurídica de 2 empresas ligadas a Vorcaro. Duas notas foram canceladas e uma permanece sem registro de cancelamento. Flávio afirmou que uma contratação não chegou a ser realizada e negou irregularidades.

Flávio negou ter recebido dinheiro ou vantagens pessoais de Vorcaro e afirmou que os recursos destinados ao filme foram usados integralmente na produção. A Polícia Federal investiga se parte do dinheiro repassado para o longa foi usada para bancar despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

A DECLARAÇÃO DE LULA

A declaração foi 1 dia depois de Mendonça determinar o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do comando da PF. Segundo o ministro, a corporação teria produzido relatórios de inteligência sobre sua atuação no STF e monitorado sua atividade por quase 1 mês. Nesta 4ª feira (9.set), o ministro Flávio Dino, do STF, determinou a reintegração de Andrei no cargo de diretor-geral. Dino também determinou o retorno do delegado Leandro Almada à diretoria de Inteligência Policial.

A decisão de Mendonça abriu uma nova frente de tensão entre integrantes do STF, a PF e o governo. A AGU (Advocacia Geral da União) apresentou recurso ao presidente do Supremo, Edson Fachin, para suspender o afastamento de Andrei. O órgão afirma que relatórios citados por Mendonça já estavam sob análise de Fachin. 

Na 3ª feira, enquanto o governo discutia como reagir à decisão, Lula convocou uma reunião de emergência com o AGU, Jorge Messias, e o ministro da Justiça, Welligton César Lima e Silva. Mais tarde, participou de uma cerimônia no Planalto. O presidente não mencionou o afastamento de Andrei e concentrou seu discurso em políticas ambientais de seu governo. 

A crise envolvendo a direção da PF está ligada à investigação sobre o Banco Master. Em 1º de setembro, Mendonça retirou o sigilo de documentos da investigação que reuniam mensagens e outros registros encontrados no celular de Daniel Vorcaro, fundador do banco. O material ampliou a tensão já que mencionava, entre outros nomes, o ministro Alexandre de Moraes, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

O presidente gravou um vídeo na 5ª feira (3.set.2026), para se pronunciar sobre o caso envolvendo o Banco Master. Defendeu investigações ?doa a quem doer?.  Lula disse que o momento é grave e cobrou o Supremo Tribunal Federal e a Procuradoria Geral da República para liderarem ?um processo que garanta a integridade e a confiança nas investigações?.

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