A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, disse que ?não pretende ser candidata a nada? e negou planos de disputar eleições no futuro. Em entrevista concedida nesta 2ª feira (14.jul.2025), afirmou que, após o fim do atual ciclo político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quer ?viver a vida de mulher casada? e voltar à rotina fora da política.
A declaração foi dada ao ser questionada sobre especulações de que poderia disputar a Presidência da República ou suceder Lula no futuro. ?Não sou candidata a nada. Não pretendo ser?, declarou aos jornalistas Daniela Lima e Fernando Canzian no Frente a Frente, uma parceria entre UOL e Folha de S.Paulo.
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publicidadeJanja disse que a prioridade é a tentativa de reeleição de Lula em 2026. Segundo ela, se o presidente conquistar um novo mandato, pretende, depois disso, retomar uma vida mais reservada ao lado do marido. ?A gente não viveu ainda, a gente não teve lua de mel, a gente não viveu uma vida normal de um casal normal?, afirmou.
publicidadeA primeira-dama também declarou que o PT deve construir novos quadros para suceder Lula, mas disse que não cabe a ela apontar nomes. Ela disse que Lula ?nunca deixou de estar colado no Partido dos Trabalhadores? e disse que cabe à legenda formar uma nova liderança para o futuro.
A pergunta foi feita depois de os entrevistadores citarem avaliações de que o PT teria se tornado dependente da liderança de Lula ?fenômeno chamado de ?lulismo?? e de questionarem se o partido corre risco de perder força quando o presidente deixar a política.
publicidadeJanja rejeitou essa leitura. Disse que Lula nunca buscou substituir o PT por um projeto pessoal e afirmou que o protagonismo do presidente decorre de sua trajetória política.
?A tua fala dá a entender que o presidente programou a criação do lulismo. Foi uma consequência da história de vida dele, da representatividade que ele tem nacional e internacionalmente.?
ATUAÇÃO POLÍTICADurante a entrevista, Janja rebateu críticas sobre sua atuação no governo. Disse que o Brasil ?nunca teve uma primeira-dama que trabalhasse efetivamente? e afirmou manter agenda diária no Palácio do Planalto, com reuniões e viagens voltadas à articulação de políticas públicas.
Ela declarou que usa sua posição para defender pautas como combate ao feminicídio, segurança alimentar e proteção de mulheres e crianças.
Ao comentar sobre políticas para as mulheres, cobrou a votação do projeto de lei que cria medidas de combate à misoginia. Segundo Janja, ela espera que a Câmara analise a proposta nesta 3ª feira (15.jul.2025).
Questionada sobre o aborto, afirmou que o debate deve priorizar a prevenção da gravidez indesejada e o acesso a métodos contraceptivos. Disse que, na sua visão, o foco das políticas públicas deve ser ampliar a prevenção, embora tenha criticado propostas que restringem o aborto legal para vítimas de estupro.
Janja também voltou a defender a regulação das plataformas digitais para proteger mulheres e crianças. Afirmou que o discurso de ódio contra mulheres nas redes sociais gera lucro para influenciadores e empresas de tecnologia.
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