Resumido por Omeloton IA:
O governo brasileiro discorda da conclusão preliminar da USTR (Representante Comercial dos EUA) que propõe a adoção de tarifas adicionais de 12,5% sobre importações de 59 países, incluindo o Brasil, por falha no combate ao uso de trabalho forçado em cadeias produtivas.
O governo brasileiro afirma que a competitividade da economia brasileira não é afetada por insumos obtidos por meio de trabalho forçado, e que o país se reserva o direito de acionar a Lei de Reciprocidade caso as recomendações se convertam em tarifas efetivas.
A proposta sugere sobretaxas de 10% a 12,5% sobre produtos importados, a depender do país. Na prática, a tarifa total pode chegar a 37%, somando os 25% já em vigor aos 12,5% adicionais. Essas novas tarifas ainda não estão em vigor. São propostas apresentadas pelos Estados Unidos e poderão valer a partir de julho, depois de audiências e consultas públicas.
O governo brasileiro considera difícil uma reversão no curto prazo. Para o governo, o etanol é o único produto que apareceu com clareza nas negociações tarifárias. Temas não tarifários, como minerais críticos e big techs, não estão na mesa brasileira.
O governo avalia que os 25% não serão retirados sem compensação. O grupo de trabalho bilateral é visto como o espaço para construir um acordo que evite a aplicação das tarifas a partir de 15 de julho, prazo-limite para conclusão dos procedimentos administrativos americanos.