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Governo vê proposta de tarifa dos EUA como pressão comercial

Governo vê proposta de tarifa dos EUA como pressão comercial
Planalto avalia que nova 301 busca ampliar negociação sobre sobretaxa de 25% nota oficial fala em uso da reciprocidade. Leia no Poder360.

Resumido por Omeloton IA:

O governo brasileiro discorda da conclusão preliminar da USTR (Representante Comercial dos EUA) que propõe a adoção de tarifas adicionais de 12,5% sobre importações de 59 países, incluindo o Brasil, por falha no combate ao uso de trabalho forçado em cadeias produtivas.

O governo brasileiro afirma que a competitividade da economia brasileira não é afetada por insumos obtidos por meio de trabalho forçado, e que o país se reserva o direito de acionar a Lei de Reciprocidade caso as recomendações se convertam em tarifas efetivas.

A proposta sugere sobretaxas de 10% a 12,5% sobre produtos importados, a depender do país. Na prática, a tarifa total pode chegar a 37%, somando os 25% já em vigor aos 12,5% adicionais. Essas novas tarifas ainda não estão em vigor. São propostas apresentadas pelos Estados Unidos e poderão valer a partir de julho, depois de audiências e consultas públicas.

O governo brasileiro considera difícil uma reversão no curto prazo. Para o governo, o etanol é o único produto que apareceu com clareza nas negociações tarifárias. Temas não tarifários, como minerais críticos e big techs, não estão na mesa brasileira.

O governo avalia que os 25% não serão retirados sem compensação. O grupo de trabalho bilateral é visto como o espaço para construir um acordo que evite a aplicação das tarifas a partir de 15 de julho, prazo-limite para conclusão dos procedimentos administrativos americanos.