oMelhor.Net

Gleisi diz que PSD preferiu figura mais agressiva com Caiado

Gleisi diz que PSD preferiu figura mais agressiva com Caiado
Ministra diz que falta de unidade entre partido e bolsonarismo cria oportunidade para esquerda no estado onde vai disputar vaga. Leia mais no Poder360

Ao deixar a SRI (Secretaria de Relações Institucionais), Gleisi Hoffmann (PT) disse nesta 2ª feira (30.mar.2026) que a escolha do PSD por Ronaldo Caiado acirra a polarização no cenário eleitoral, porque ele seria uma “figura mais agressiva” do que Eduardo Leite (PSD).

“Nossa estratégia é falar dos resultados do governo, defender as nossas ideias, mostrar o que está em jogo no Brasil. Obviamente, Caiado é uma figura mais agressiva, eu diria. Não sei como vai ser o comportamento da extrema direita com ele, com o Flávio, como isso vai se desenvolver”, afirmou ao se despedir dos jornalistas no comitê de imprensa do Palácio do Planalto, em Brasília.

publicidade publicidade

Formulário de cadastro alertas grátis do Poder360 concordo com os termos da LGPD. Inscreva-se Inscreva-se publicidade

A ministra disse não saber se haverá acomodação ou tensão com o campo de Flávio Bolsonaro (PL). Para ela, o quadro de polarização deixa pouco espaço para uma 3ª via competitiva. O Poder360 mostrou que nenhuma 3ª via venceu em 9 eleições para presidente.

publicidade

“As coisas estão muito consolidadas, estão muito polarizadas. Então é muito difícil conseguir um espaço melhor”, disse. “Vai ficar muito na periferia da eleição”, afirmou sobre Caiado.

Gleisi avaliou que a escolha embaralha o cenário no Paraná, Estado onde disputará o Senado em outubro.

publicidade

O PSD definiu nesta 2ª feira (30.mar.2026) que Caiado será o candidato do partido à Presidência. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, não participou do encontro.

“A consolidação da candidatura da extrema direita e a falta de definição de uma candidatura de centro por parte de Ratinho Junior conturbam um pouco o cenário”, declarou. Ainda assim, disse ver espaço para o campo da centro-esquerda. “Não ter unidade no campo da direita com a extrema direita é um quadro melhor para a gente trabalhar.”

Sobre a estratégia do PT diante de qualquer adversário, Gleisi disse que o partido deve focar nos resultados do governo: “Defender as nossas ideias, mostrar o que está em jogo no Brasil”.

QUEM ASSUME A SRI

Questionada sobre o tema, Gleisi disse que a decisão ainda não foi tomada e que, na ausência de um nome definido, o cargo deve ser ocupado interinamente pelo secretário-executivo da pasta.

A SRI é um dos ministérios mais estratégicos do Planalto. É responsável por fazer a ponte entre o Executivo e o Congresso Nacional —negociando apoios, construindo maiorias e viabilizando a pauta do governo na Câmara e no Senado.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) busca um nome com trânsito amplo no Legislativo, capaz de dialogar com a esquerda, a direita e, principalmente, com o Centrão. Lula descartou Olavo Noleto, secretário-executivo do Conselhão, que chegou a ser apontado por Gleisi como favorito.

Os principais nomes cotados são Camilo Santana (ministro da Educação), Wellington Dias (ministro do Desenvolvimento Social) e José Guimarães (líder do Governo na Câmara).

Leia mais:

Gleisi deixa a SRI para o Senado e Lula sonda petistas para a vaga Lula manda estudar novos limites para juros do rotativo publicidade publicidadeTodo conteúdo