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Gleisi diz lamentar que Alcolumbre mantenha quebra de sigilo de Lulinha

Gleisi diz lamentar que Alcolumbre mantenha quebra de sigilo de Lulinha
Ministra das Relações Institucionais declarou não ter conversado com o presidente do Congresso sobre o assunto e chamou de golpe votação na CPMI do INSS. Leia no Poder360.

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), disse nesta 3ª feira (3.mar.2026) lamentar a decisão do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil–AP), manter a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, aprovada pela CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em 26 de fevereiro. A decisão rejeita o pedido apresentado pelo PT para que a votação fosse anulada.

“Foi visível que nós tínhamos maioria na comissão e o comportamento do presidente da comissão [Carlos Viana (Podemos-MG)] foi muito ruim. Falei que foi golpe e reafirmo. Lamento a decisão do presidente Davi. Não conversei com ele, também não vi as razões, não estava no plenário do Senado. Agora à noite, fiquei tratando da PEC de Segurança e vou-me dedicar a esse assunto amanhã”, declarou a jornalistas no Prêmio Mulheres Exponenciais 2026, realizado pela Esfera Brasil.

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Lulinha é filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A CPMI investiga descontos irregulares em salário de aposentados e pensionistas. 

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A íntegra do voto de Alcolumbre foi anexada ao processo e sustenta que não houve violação evidente ao Regimento que justificasse intervenção da Presidência do Congresso. Leia a íntegra (PDF – 118 kB).

O líder do governo no Congresso Nacional, Randolfe Rodrigues (PT-AP), declarou mais cedo que não irá recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a decisão.

PEC da Segurança Pública

Gleisi não recebeu o prêmio durante a solenidade e chegou depois do evento. A organização anunciou sua ausência na entrega da honraria.

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A ministra disse que se atrasou por ter feito várias reuniões com o Ministério da Justiça e com a bancada governista durante esta 3ª feira (3.mar) sobre a PEC da Segurança Pública.

“Estamos fazendo negociação. Espero que o Congresso e a Câmara colaborem […] Espero que isso não vire um embate político apenas eleitoral”, declarou.

A redução da maioridade penal de 18 para 16 anos é um item que consta na proposta. Gleisi criticou a medida.

“A redução é uma matéria estranha à PEC. Não é nessa PEC que tem que se tratar desse tema”, acrescentou.

O relator da proposta, deputado Mendonça Filho (União Brasil-PE), sinalizou que manterá a redução no parecer, mesmo com o governo solicitando a retirada.

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