A eficácia da Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência) no corte de descontos associativos fraudulentos caiu de forma acentuada sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao mesmo tempo, o volume de novos descontos solicitados subiu vertiginosamente.
Passou de 2,1 milhões em 2022 para 10,7 milhões em 2024. Desses, foram aceitos 1,3 milhão em 2022 e 4,2 milhões em 2024.
publicidade Formulário de cadastro alertas grátis do Poder360 concordo com os termos da LGPD. Inscreva-se Inscreva-seHouve um percentual semelhante de crescimento nos pedidos de exclusão desses descontos, foram de 334 mil em 2022 para 4,4 milhões em 2024.
publicidade publicidadeA taxa de sucesso dos pedidos de exclusão caiu de 92% em 2022 –último ano antes do atual governo– para 18% em 2024. Em 2025, último ano em que os descontos em massa foram aplicados, recuou a 15%.
Os dados são parte do material que estava sob análise da CPMI do INSS, que encerrou os trabalhos na madrugada de sábado (28.mar.2026). A Dataprev é a estatal responsável por desenvolver e operar os sistemas do INSS, incluindo o processamento da folha de benefícios.
publicidadeNo caso dos descontos associativos, sua atuação era operacional: a empresa executava as inclusões e exclusões na folha com base em parâmetros, arquivos e autorizações enviados pelo INSS no âmbito de acordos de cooperação técnica com entidades.
Segundo a empresa, o motivo para o aumento das solicitações não atendidas é responsabilidade das associações, já que o seu sistema seria totalmente automatizado.
“A principal causa identificada, no âmbito operacional e tecnológico, foi a ocorrência de falhas nas informações fornecidas pelas associações, principalmente pedidos de exclusão de descontos inexistentes, ou seja, pedidos para excluir desconto em folha de pessoas que não eram associadas à entidade, e que se referiam a ‘Consignação inexistente para exclusão e reativação’, ou ‘número de benefício inexistente’ no cadastro”, informou a Dataprev depois de ser procurada pelo Poder360.
publicidadeA explicação da Dataprev, de atribuir o problema às associações, evidencia limitações do sistema em barrar automaticamente registros inconsistentes.
Presidente falta à CPMIA CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) cancelou a sessão da última 2ª feira (23.mar) depois que o presidente da Dataprev, Rodrigo Assumpção, informou ter sido internado.
O colegiado pediu mais informações e o envio do atestado médico. Também era esperado o depoimento da ex-noiva de Daniel Vorcaro, Martha Graeff. A influenciadora, que mora em Miami, não foi localizada pela CPMI.
Outro ladoDepois da publicação da reportagem, a Dataprev enviou nota ao Poder360 na qual detalha procedimentos relacionados ao processamento de descontos associativos e afirma que atua na execução tecnológica dos sistemas, sem ingerência sobre os critérios de validação, autorização ou exclusão, definidos pelo INSS. A empresa também mencionou iniciativas internas de qualificação de dados e monitoramento da folha de benefícios. Leia a íntegra (PDF – 64 kB).
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