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Boulos diz que há omissão de governadores no ICMS dos combustíveis

Boulos diz que há omissão de governadores no ICMS dos combustíveis
Após reunião com caminhoneiros, ministro disse que Estados travam redução e que há ganância de distribuidoras na alta do diesel. Leia mais no Poder360.

Depois de reunião com caminhoneiros, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol), criticou a postura de governadores sobre o ICMS e apontou falhas na composição dos preços dos combustíveis. Ele também afirmou que o aumento recente do diesel está ligado à “ganância” de distribuidoras e postos, em meio ao avanço da MP (medida provisória) rodoviário de cargas 1.343 de 2026, que estabelece o piso mínimo do frete rodoviário.

O encontro foi realizado nesta 4ª feira (25.mar.2026), no Palácio do Planalto. Segundo Boulos, há “omissão de determinados governadores que não querem mexer no ICMS para estabilizar o preço do combustível, especialmente do diesel, diante dessa guerra que o Donald Trump estabeleceu contra o Irã”, em referência à composição do valor final pago pelos consumidores.

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Assista à íntegra da declaração do ministro (9min19s):

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O tema ganhou novo impulso depois de o governo federal defender alternativas para reduzir a carga tributária sobre combustíveis. Entre as medidas em debate, está a proposta de zerar o ICMS do diesel importado, como forma de aliviar custos na cadeia de abastecimento.

Além disso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem feito apelos para que governadores reduzam o ICMS do diesel, com o objetivo de conter a pressão inflacionária no setor de transportes.

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As discussões ocorrem em paralelo às queixas de caminhoneiros, que atribuem parte da perda de renda à alta do combustível.

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Boulos também atribuiu a alta recente do diesel a práticas de mercado, ao afirmar que há aumento “despropositado” e “artificial” em postos e distribuidoras.

“Os caminhoneiros não podem pagar o preço da irresponsabilidade e da ganância dessas distribuidoras”, disse o ministro depois da reunião.

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Segundo ele, mesmo com a desoneração de tributos federais, os reajustes não estariam sendo repassados ao consumidor final.

O governo federal afirmou que ampliará a atuação de órgãos como a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), a Polícia Federal, a Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor) e os Procons, além de operações de fiscalização já em andamento em todo o país.

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A estratégia inclui o monitoramento de preços e ações contra práticas consideradas abusivas na cadeia de combustíveis, especialmente no diesel utilizado pelo transporte rodoviário.

Estiveram presentes na reunião: 

Guilherme Boulos, ministro; Josué Rocha, secretário-executivo; Francisco José Couceiro de Oliveira, chefe da assessoria especial; Pedro Helena Pontual Machado, secretário-executivo adjunto; George Santoro, secretário-executivo; Guilherme Theo Rodrigues da Rocha Sampaio, diretor-geral; Alan Medeiros Otani, relações institucionais da CNTA; Everaldo de Azevedo Bastos, presidente da Fetrabens; Wallace Costa Landim, presidente da Abrava; Paulo João Estausia, presidente da CNTTL; Adalberto de Souza Carvalho, assessor da CNTTL; Gustavo Ávila Cavalcante, assessor da CNTTL; Marcelo Aparecido Santos da Paz, presidente da Coopercaps; Elton da Silva Militão, presidente da União dos Caminhoneiros Autônomos de São Bernardo do Campo; Jair Volnei Martins Marques, presidente de sindicato de transportadores autônomos; Luciana Rodrigues Saldanha, diretora jurídica do Sindicam Santos; Carlos Alberto Litti Dahmer, diretor da CNTTL; Armando Romera da Costa, diretor financeiro do Sindicam Santos; Luciano Santos de Carvalho, presidente do Sindicam Santos; Cleber Carlos de Santos Costa, diretor operacional do Sindicam Santos; Vanderlei de Oliveira, presidente do Sindtac Navegantes. publicidade publicidadeTodo conteúdo