O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou nesta 4ª feira (4.fev.2026) que não há desavenças entre os Poderes e as instituições brasileiras estão unidas no enfrentamento ao feminicídio.
“Alguns insistem em criar narrativas de disputa entre os Poderes, mas quero reafirmar, as instituições brasileiras estão unidas em propósitos como este, a defesa das instituições carece ser propagada, propalada para que mentiras não pareçam verdade”, afirmou Alcolumbre durante o lançamento do Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, no Palácio do Planalto.
publicidade Formulário de cadastro alertas grátis do Poder360 concordo com os termos da LGPD. Inscreva-se Inscreva-seAssista (1min8seg):
publicidade publicidadeAo lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do presidente do STF, Edson Fachin, o senador agradeceu à primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, por impulsionar a agenda. Disse que a iniciativa criou a oportunidade para enfrentar um tema “complexo” e estrutural da sociedade brasileira.
Assista (1min9s):
Segundo Alcolumbre, o pacto não pode se limitar à assinatura de um documento. Defendeu endurecimento das leis, atuação integrada das forças de segurança e respostas imediatas do Estado a crimes de violência contra mulheres.
publicidade“O compromisso sem ação não transforma a realidade”, afirmou. Para ele, o feminicídio deve ser tratado como problema de Estado, e não apenas de governo.
Alcolumbre disse que o Congresso está preparado para dar respostas duras, ainda que necessárias, e classificou os números da violência como “vergonhosos” para o país.
Assista ao discurso de Alcolumbre (12min43s):
O senador afirmou que o Legislativo tem papel central na prevenção, ao interromper ciclos de agressão antes que resultem em mortes. Destacou a aprovação de 19 leis no último ano voltadas à proteção das mulheres.
Assista à cerimônia (1h27min):
publicidade União entre os Poderes
Ao final do discurso, rebateu narrativas sobre supostos conflitos institucionais. Disse que disputas entre os Poderes não correspondem à realidade e alertou para o risco de desinformação.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, deixou o plenário antes do encerramento do discurso de Alcolumbre.
Apesar disso, conforme apurou o Poder360, o clima entre o Executivo e o presidente do Senado, é no geral, positivo, mesmo após tantas desavenças no fim do ano passado.
Participaram da cerimônia ministros, parlamentares e autoridades dos três Poderes, entre eles:
Túlio Gadêlha (deputado federal, Rede-PE); Davi Alcolumbre (presidente do Senado, União-AP); Andrei Rodrigues (diretor-geral da Polícia Federal); Jaques Wagner (senador, PT-BA); Jader Barbalho Filho (ministro das Cidades, MDB-PA); Esther Dweck (ministra da Gestão e Inovação, PT); Jorge Messias (advogado-geral da União, PT); Simone Tebet (ministra do Planejamento, MDB); Sidônio Palmeira (ministro da Secretaria de Comunicação Social); Rui Costa (ministro da Casa Civil, PT); Paulo Gonet (procurador-geral da República); Anielle Franco (ministra da Igualdade Racial, PT); Tarciana Medeiros (presidente do Banco do Brasil); Rosângela Lula da Silva, a Janja; Randolfe Rodrigues (senador, PT-AP); José Guimarães (deputado federal, PT-CE); Tereza Leitão (senadora, PT-PE); Edson Fachin (ministro do STF); Marina Silva (ministra do Meio Ambiente, Rede); Gleisi Hoffmann (Ministro de Secretaria de Relações Institucionais do Brasil, PT); Márcia Lopes (ministra das Mulheres, PT); Vinícius de Carvalho (controlador-geral da União). publicidadeTodo conteúdo