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Petrobras confirma descoberta de petróleo na Margem Equatorial

Petrobras confirma descoberta de petróleo na Margem Equatorial
Presidente da estatal, Magda Chambriard afirma que empresa já tem amostras do material “em mãos”. Leia no Poder360

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, confirmou no domingo (16.ago.2026) que a descoberta anunciada pela estatal na Margem Equatorial é, de fato, petróleo. A empresa havia divulgado na 6ª feira (14.ago) que identificou “presença de hidrocarbonetos” em um poço no bloco FZA-M-59, a 175 quilômetros da costa do Amapá. 

“O que nós encontramos de fato é petróleo. Já temos amostra desse petróleo em mãos. […] Nesse momento, nós temos uma descoberta absolutamente relevante. O petróleo está já amostrado, nós já vimos esse petróleo, ele já está nas nossas mãos para levar ao laboratório”, disse Magda em entrevista à CNN.

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Segundo a presidente da Petrobras, a descoberta ainda não significa que haverá exploração econômica de petróleo na região. A empresa precisa finalizar a perfuração do poço para confirmar a quantidade de material disponível. 

“Não quer dizer ainda uma descoberta comercial. Nós precisamos continuar a perfuração desse poço até o fundo e depois precisamos perfurar outros poços, que nós chamamos de poços de delimitação, para que a gente saiba, então, a quantidade de petróleo real e possamos nos preparar para o desenvolvimento dessa descoberta”, declarou. 

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Magda Chambriard defende que a eventual exploração da Margem Equatorial pode posicionar o Brasil como o 5º maior produtor mundial de petróleo. Estimativas do PDE (Plano Decenal de Expansão de Energia) 2035, divulgado pelo governo em julho, afirmam que a Margem Equatorial pode conter reservas de pelo menos 41 bilhões de barris de petróleo. Atualmente, o país é o 7º colocado entre os principais produtores, posição conquistada por meio da descoberta do pré-sal.

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A Petrobras projeta que a capacidade produtiva do pré-sal deve entrar em declínio a partir de 2034 e, caso o Brasil não avance em uma nova fronteira de exploração, pode ter que aumentar as importações de petróleo.

“O pré-sal está perdendo a sua importância, entrando em declínio e se nós não repusermos reservas, estaremos fadados a perder a autossuficiência em petróleo e toda a receita que o petróleo nos proporciona, já que ele é, por 2 anos seguidos, o maior produto de exportação brasileira”, disse Magda. 

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Conforme mostrou o Poder360, o governo federal projeta que o Brasil terá que se tornar um importador de petróleo a partir de 2040 caso não avance em novas frentes exploratórias de petróleo.

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