Trabalhadores da Eletronuclear comunicaram à estatal que entrarão em greve por tempo indeterminado a partir das 0h de 3ª feira (1º.set.2026). A decisão foi anunciada em ofício encaminhado nesta 6ª feira (28.ago) ao presidente interino da empresa, Raphael Ehlers dos Santos.
Os funcionários da estatal decidiram pela paralisação diante do que classificam como “risco relacionado” à vigência do ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) e ausência de uma solução satisfatória para a continuidade das negociações com a companhia.
Formulário de cadastro alertas grátis do Poder360 concordo com os termos da LGPD. Inscreva-se Inscreva-seSegundo o documento, assinado pelo diretor-presidente do STIEPAR (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica nos Municípios de Parati e Angra dos Reis), Cassio Lucio Luiz Martins, os funcionários manterão, durante a greve, turnos de 12 horas para funções de operação e segurança, tratadas como “essenciais”. O objetivo é garantir segurança nuclear e a integridade da planta, dos trabalhadores e da população da região.
publicidade publicidadeA Eletronuclear é responsável pelas operações das usinas termonucleares Angra 1 e Angra 2, de 640 MW (megawatts) e 1.350 MW, respectivamente. Ambas estão conectadas ao SIN (Sistema Interligado Nacional) e respondem por cerca de 3% da energia elétrica consumida no país.
“Entendemos que a manutenção desses profissionais assegura as condições mínimas indispensáveis para a segurança da planta e da população, preservando os princípios fundamentais de segurança nuclear e operacional”, diz o documento. Leia a íntegra (PDF – 289 kB).
publicidadeOs funcionários da Eletronuclear afirmam estar abertos à negociação com a diretoria da empresa, “desde que conduzida de forma séria, responsável e capaz de produzir uma solução para o impasse atualmente existente”.
publicidade publicidadeProcurada pelo Poder360, a Eletronuclear afirmou que foram realizadas diversas reuniões com entidades representativas dos empregados. A estatal disse ter solicitado mediação do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) e que há uma audiência marcada para 31 de agosto.
“A Empresa reconhece e respeita o legítimo direito de greve e reafirma seu compromisso com a condução responsável das negociações”, disse. Segundo a empresa, a segurança nuclear e operacional das Usinas de Angra 1 e 2 permanece como prioridade absoluta.
publicidade publicidadeTodo conteúdo