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Copel amplia para 4 anos o prazo para atingir meta de endividamento

Copel amplia para 4 anos o prazo para atingir meta de endividamento
Nova política fixa meta de endividamento em 2,9 vezes a geração de caixa, com faixa de tolerância entre 2,6 e 3,2 vezes. Leia no Poder360

O conselho de administração da Copel aprovou nesta 4ª feira (15.jul.2026) uma nova política financeira que amplia de 24 para 48 meses o prazo para a companhia levar seu nível de endividamento ao centro da meta estabelecida pela empresa. Eis a íntegra do comunicado (PDF ? 246 kB). 

A relação entre a dívida líquida e o Ebitda ?indicador usado como referência para a geração operacional de caixa? deverá convergir para 2,9 vezes. A meta anterior era de 2,8 vezes. A margem de tolerância também foi alterada: antes, variava de 2,5 a 3,1 vezes; agora, ficará de 2,6 a 3,2 vezes.

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Segundo a Copel, a atualização busca ?assegurar uma alocação de capital equilibrada e sustentável, a preservação da solidez financeira, o retorno aos acionistas, as oportunidades de investimento e a melhoria contínua do serviço aos clientes?. 

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O indicador compara o valor das dívidas financeiras da companhia, depois de descontados o caixa e as aplicações financeiras, com o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização. A meta pode ser alcançada tanto por mudanças no volume da dívida líquida quanto pela variação do resultado operacional da empresa.

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A distribuição anual de proventos ?que inclui dividendos e juros sobre capital próprio? continuará considerando o nível de alavancagem definido pela Copel, o pagamento mínimo de 75% do lucro líquido e a realização de ao menos 2 pagamentos por ano. Esses parâmetros serão apurados ao fim de cada exercício.

PRIVATIZAÇÃO DA COPEL

A Copel era uma estatal de energia elétrica do governo do Paraná. A privatização foi autorizada em 2022 pela Assembleia Legislativa do Estado, a partir de um projeto enviado pelo governo de Ratinho Júnior (PSD). A empresa foi transformada em uma corporação sem acionista controlador.

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O governo estadual argumentou que a operação permitiria atrair investimentos, elevar a competitividade e assegurar a renovação de concessões de geração, entre elas a da usina de Foz do Areia. Sindicatos e partidos de oposição contestaram a venda e defenderam a manutenção do controle público.

A operação foi concluída em agosto de 2023 por meio de uma oferta de ações na B3. A negociação movimentou R$ 5,2 bilhões, dos quais R$ 3,1 bilhões ficaram com o governo paranaense. Depois da venda, o Estado reduziu sua participação para 15,65%, mas manteve uma ação especial, a chamada golden share, que lhe assegura poder de veto em determinadas decisões estratégicas.

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