O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) defendeu nesta 6ª feira (4.set.2026) a divisão da Petrobras em até 5 empresas separadas como parte de seu projeto de privatização da estatal, caso seja eleito em outubro.
Para o ex-governador de Minas Gerais, a fragmentação da companhia estimularia a concorrência no setor e beneficiaria os consumidores. Zema reiterou que a privatização da Petrobras é parte central de seu projeto de governo.
publicidade Formulário de cadastro alertas grátis do Poder360 concordo com os termos da LGPD. Inscreva-se Inscreva-se“O que eu quero é competição, quero fatiar a Petrobras em 3, 5, 5 empresas para que o consumidor seja beneficiado”, disse Zema durante entrevista à CNN News.
publicidade publicidadeO candidato argumentou que o processo precisaria ser conduzido de forma responsável para resultar em desenvolvimento econômico. Ele também fez uma defesa da iniciativa privada ao comparar o setor petrolífero ao agronegócio.
“O setor que mais tem ajudado a economia no Brasil não tem nada de estatal, é 100% privado. O Brasil não tem a ‘alimentobras’ e nós somos, hoje, o país mais bem-sucedido na produção de alimento”, afirmou.
O ex-governador de Minas Gerais argumentou que a venda da estatal não representaria perda de receita para o governo. Segundo ele, os recursos obtidos com a privatização, se aplicados em infraestrutura, educação, saúde, portos e hidrovias, resultariam em retornos superiores aos dividendos atualmente pagos pela companhia ao Tesouro.
publicidade“Toda empresa que dá resultado vale muito mais do que uma empresa que dá prejuízo”, afirmou.
Para Zema, a economia gerada com a venda da estatal produziria uma arrecadação maior do que os dividendos pagos atualmente pela Petrobras ao governo. “Ela [a Petrobras] vai arrecadar com essa economia, que vai crescer muito mais, arrecadar um valor muito superior ao que a Petrobras paga de dividendo”, defendeu.
Questionado sobre como financiaria a transição energética sem os recursos da Petrobras, Zema citou o potencial do Brasil em minerais estratégicos, como lítio e nióbio, e defendeu linhas de financiamento e mecanismos tributários para baratear a energia renovável. “O Brasil tem condição de ser uma potência energética, inclusive com os biocombustíveis”, disse o candidato.
O candidato também criticou decisões do setor elétrico, mencionando a construção de hidrelétricas a fio d’água na região Norte, que segundo ele produzem uma fração de sua capacidade potencial, e a subsequente instalação de termelétricas, às quais se referiu como a opção mais poluente disponível. Para o candidato, os episódios ilustram a falta de planejamento energético do país.
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